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Correio da Manhã

Portugal
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Abate de 1200 árvores em Sintra contestado

Instituto de Conservação da Natureza e Florestas alega motivos de segurança rodoviária.
Bernardo Esteves 24 de Março de 2017 às 08:24
Corte ocorre na serra de Sintra
Corte ocorre na serra de Sintra FOTO: Direitos Rerservados
Cerca de 1200 pinheiros bravos, ciprestes, acácias e cedros vão ser abatidos na serra de Sintra e Penha Longa, numa área florestal sob gestão do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), confirmou esta entidade ao CM. A ação está a ser contestada por Os Verdes e por uma associação local.

"Os objetivos do abate são a melhoria da segurança rodoviária" e incidirá sobre árvores "em fim de vida e/ou em mau estado fitossanitário, bem como todas que apresentem sinais de instabilidade", afirmou o ICNF, acrescentando que "está ainda prevista a eliminação de exemplares em concorrência direta com espécies autóctones", como "sobreiros, carvalhos, medronheiros e folhados", que sairão beneficiados. O abate vai ocorrer nas envolventes à EN9-1, no troço entre a Lagoa Azul e a Malveira da Serra, Estrada Florestal Malveira-Portela e acesso à Barragem do Rio Mula. Segundo o ICNF, o abate é "necessário e urgente", estando já marcados os exemplares afetados, e a madeira será vendida através de "procedimento público".

O Partido Ecologista Os Verdes acusa o ICNF de cometer um "crime ambiental" numa "área protegida". "Não há doença nenhuma aparente nos pinheiros e a única explicação possível é fazer dinheiro", disse a dirigente Manuela Cunha, frisando que será requerida a audição no Parlamento do presidente do ICNF, Rogério Rodrigues. "Esta gestão faz-se por pequenos talhões e não através de áreas gigantes destas", disse a responsável. O caso foi denunciado pela associação Alagamares, que amanhã vai plantar 50 árvores em Monserrate.
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