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Correio da Manhã

Portugal
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Alerta de risco de morte no Multimeios de Espinho

Aviso na fachada do edifício público indica perigo de queda de objetos devido ao estado exterior do imóvel.
Paulo Jorge Duarte 31 de Dezembro de 2018 às 08:55
Centro Multimeios de Espinho é um dos espaços culturais do concelho mais procurados e tem diversas falhas no revestimento a madeira
Placa com aviso sobre possível queda de objetos e risco de morte está colocada por cima de uma das entradas do edifício
Centro Multimeios de Espinho é um dos espaços culturais do concelho mais procurados e tem diversas falhas no revestimento a madeira
Placa com aviso sobre possível queda de objetos e risco de morte está colocada por cima de uma das entradas do edifício
Centro Multimeios de Espinho é um dos espaços culturais do concelho mais procurados e tem diversas falhas no revestimento a madeira
Placa com aviso sobre possível queda de objetos e risco de morte está colocada por cima de uma das entradas do edifício
Um aviso afixado no Centro Multimeios de Espinho alerta para o risco de ferimentos graves e de morte causado pela queda de objetos "devido ao estado exterior do edifício". A Associação de Desenvolvimento do Concelho de Espinho (ADCE), que gere a estrutura, indica, no entanto, que o objetivo do alerta é outro. "O aviso tem como função demover a permanência de jovens no fosso entre as escadarias e a fachada em vidro. Por ser um local escondido, com pouca visibilidade, usam o espaço para atividades menos próprias", disse ao CM Hélder Rodrigues, presidente daquela entidade.

A placa está colocada na fachada sul do edifício, propriedade do município, junto a uma zona referenciada como local de consumo de droga. Faltam já várias tábuas de madeira no revestimento das paredes. "Os ladrões arrancam a madeira que envolve a estrutura do edifício para levar o cobre que reveste todas as paredes. O aviso de perigo de morte também tem como objetivo assustar estes ladrões", explicou o presidente da associação.

A PSP já foi chamada diversas vezes devido a roubos de cobre no Multimeios. O local é ainda usado por pessoas sem-abrigo que pernoitam em caixotes de papelão. "Já colocámos barreiras para impedir a passagem. Mas tudo o que ali pomos acaba por desaparecer durante a noite e as pessoas voltam a ir para ali", disse Hélder Rodrigues.

"O edifício pertence à câmara e foram feitas, recentemente, obras de manutenção. E não há perigo de colapso da estrutura. Mas quando os ladrões arrancam cobre e deixam tábuas soltas, há sempre o perigo de cair uma ou outra", rematou.
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