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Correio da Manhã

Portugal
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Amianto de habitações demolidas por recolher em Faro

Pedaços de tijolos, eletrodomésticos, mobília e telhados de fibrocimento ainda nos locais.
Tiago Griff 3 de Dezembro de 2018 às 08:49
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Lixo por recolher após demolições em Faro
Já passou quase um mês desde que foram demolidas 14 habitações, consideradas ilegais, nos núcleos habitacionais do Farol e Hangares da ilha da Culatra, no concelho de Faro.

No entanto, os restos das casas ainda estão por recolher. Os ilhéus queixam-se da demora em limpar os locais, que agora "parecem autênticas lixeiras", e garantem que está em causa a saúde pública de quem mora nos núcleos devido aos telhados feitos de placas de fibrocimento, que contêm amianto e que estão destruídos no areal e ainda por recolher.

"Está tudo destruído e ainda nos próprios locais. Nem sequer mexeram. Custa a quem mora aqui e que por lá passa todos os dias estar a ver aquele cenário de destruição, de uma situação que achámos que nunca deveria ter acontecido.

Para nem falar da imagem que isto passa a quem nos visita", queixa-se ao CM José Lezinho, presidente da Associação de Moradores do Núcleo dos Hangares, onde foram demolidas seis das 14 habitações que vieram abaixo no dia 7 de novembro.

Ainda por limpar estão tijolos, eletrodomésticos, mobílias e placas de fibrocimento que serviam de telhados das habitações e que, segundo Lezinho, "põem em causa a saúde pública porque o amianto é extremamente perigoso se for respirado".

Segundo este dirigente associativo, já foi contactada a Sociedade Polis Litoral Ria Formosa para acelerar o processo mas os moradores ainda "esperam pela limpeza total" dos destroços.

O CM questionou o organismo que está encarregado do plano de requalificação da ria Formosa, mas até este domingo não foi enviada nenhuma resposta.

Estas demolições fazem parte de um processo que teve início em 2017 e no qual já foram demolidas 297 edificações na ilha da Culatra, Ancão e ilhotes.
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