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Correio da Manhã

Portugal
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Amianto em aterro ameaça populações da Azambuja

Resíduos biodegradáveis são despejados juntamente com amianto, aumentando o perigo para a saúde.
Pedro Ramos Bichardo 3 de Dezembro de 2019 às 08:59
Aterro a céu aberto recebe resíduos de várias origens, incluindo amianto
António Pires já denunciou a situação, que se tem agravado nos últimos tempos
Aterro a céu aberto recebe resíduos de várias origens, incluindo amianto
António Pires já denunciou a situação, que se tem agravado nos últimos tempos
Aterro a céu aberto recebe resíduos de várias origens, incluindo amianto
António Pires já denunciou a situação, que se tem agravado nos últimos tempos

Os camiões chegam carregados de resíduos biodegradáveis, que, segundo os moradores da Azambuja, se misturam com o amianto que também é depositado no Aterro Sanitário. "Colocam grandes quantidades de amianto que é descarregado pelas mais diversas empresas. É um perigo para a população e para o meio ambiente. Temos um furo de captação de água, para a vila da Azambuja, a 427 metros de distância do aterro", denuncia António Pires, que vive paredes-meias com o lixo.

A Associação Portuguesa do Ambiente defende que o amianto não necessita de células próprias no aterro, desde que esteja protegido com plástico. Posição que é contrariada pelos moradores, que até admitem que a substância chega nas devidas condições em sacos, mas "ao serem removidos, os pitões da máquina de rasto acabam por perfurá-los". Os problemas multiplicam-se com o cheiro intenso, as moscas e os ratos, a que se juntam centenas de aves que ali se alimentam.

Ao CM, a autarquia da Azambuja explica que foi criada uma comissão que visita com regularidade o aterro. Esclarece que o mesmo é da responsabilidade da APA, Inspeção-Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e do Território e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, a quem, no dia 3 de outubro, enviou os ofícios apresentados por António Pires. O executivo confirma "que nos últimos dias se têm avistado algumas aves no aterro", o que deverá originar um novo ofício, para dar conta da situação, junto das instituições responsáveis. O CM tentou obter um esclarecimento da empresa que gere o aterro (Triaza), mas até ao fecho da edição não teve resposta.

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