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Correio da Manhã

Portugal
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Atletas correm 300 quilómetros na serra algarvia em 72 horas

Prova Algarviana Ultra Trail começou esta quinta-feira e vai atravessar vales e serras do interior da região.
Rafael Domingues 29 de Novembro de 2019 às 08:24
Prova começou no cais de Alcoutim, junto ao rio Guadiana, e conta com a participação de uma centena de atletas
Prova começou no cais de Alcoutim, junto ao rio Guadiana, e conta com a participação de uma centena de atletas FOTO: Direitos Reservados
Cerca de uma centena de atletas começou esta quinta-feira a percorrer os 300 quilómetros que separam Alcoutim de Sagres, em menos de 72 horas, durante a prova Algarviana Ultra Trail, num percurso que atravessa os vales e serras do interior da região do Algarve.

A partida dos participantes foi dada esta quinta-feira às 16h30, no cais de Alcoutim, junto ao rio Guadiana, terminando no Cabo de São Vicente, em Sagres, num tempo limite de 72 horas, ou seja, domingo às 16h30.


"Além dos 300 quilómetros, é preciso fazê-los nas 72 horas, orientando-se no terreno e passar muito tempo sozinho, o que é um enorme desafio" referiu o diretor da prova, Bruno Rodrigues. Entre os participantes há 10 atletas femininas e maratonistas de Espanha, França, Polónia, Inglaterra, Escócia, Brasil ou Uruguai.

São três dias a correr e "em privação de sono", avisou aquele responsável, referindo que a prova permite aos participantes "descobrirem locais únicos no Algarve". Nesta terceira edição, uma das novidades é o facto de, nos últimos 14 km da prova - entre Vila do Bispo e o Cabo de São Vicente - os atletas poderem ser acompanhados a pé ou de bicicleta por família ou amigos, no que pode ser um incentivo final.

A noção de que o Algarve é plano "é enganadora", já que os atletas "sobem e descem" constantemente e há algumas subidas que, "apesar de curtas, são bastante íngremes", o que vai acumulando cansaço, que se manifesta, sobretudo, "na maior subida da prova", entre Silves e Monchique, quando já decorreram 180 km.

O tempo alcançado pelo vencedor das duas edições anteriores, João Oliveira (41 horas e 40 minutos), torna "apertado" conseguir um novo recorde, mas como as previsões meteorológicas são amenas "tudo é possível".
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