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Correio da Manhã

Portugal
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Atrasos na Justiça degradam palacete centenário em Braga

Empregada doméstica diz que a casa é dela por testamento, mas os herdeiros discordam e recorreram aos tribunais.
Secundino Cunha 7 de Setembro de 2020 às 08:51
Palacete foi construído em finais do séc. XIX
Palacete foi construído em finais do séc. XIX
Palacete foi construído em finais do séc. XIX
Palacete foi construído em finais do séc. XIX
Palacete foi construído em finais do séc. XIX
Palacete foi construído em finais do séc. XIX
Palacete foi construído em finais do séc. XIX
Palacete foi construído em finais do séc. XIX
Palacete foi construído em finais do séc. XIX

A suspensão de uma decisão judicial motivada pela transferência de uma juíza está a acelerar o processo de degradação que, desde há mais de cinco anos, está em curso no palacete Júlio Lima, em Braga, um edifício de finais do século XIX, classificado pela câmara municipal como ‘imóvel de interesse cultural’.

O litígio na Justiça vem de finais de 2015, quando uma funcionária da antiga proprietária e que a acompanhou nos dois últimos anos de vida, apresentou aos sobrinhos e, à partida, herdeiros, um testamento que a tornava dona do imóvel.

Os três sobrinhos (dois entretanto faleceram) contestaram o testamento e o assunto foi para tribunal. O julgamento decorreu em outubro do ano passado, mas não houve decisão porque, entretanto, a juíza titular do processo foi transferida para a comarca de Bragança.

A indefinição da propriedade fez com que a casa, um exemplar notável de Arte Nova e um dos mais belos edifícios habitacionais da cidade, ficasse devoluta e entrasse em acelerada degradação, sobretudo no interior, devido a infiltrações de água pelas coberturas.

A autarquia já manifestou "grande preocupação" com o estado do imóvel e o próprio presidente, Ricardo Rio, participa, na próxima semana, numa visita ao palacete, que tem por objetivo, segundo os organizadores, "encontrar soluções que possam travar a ruína de um importante símbolo do património de Braga".

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