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Correio da Manhã

Portugal
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Avaria de elevador deixa homem preso em casa

Diabético ficou em cadeira de rodas após uma queda e já não sai do 5º andar, no Porto, há 15 dias.
Patrícia Lima Leitão 22 de Maio de 2018 às 08:30
Armando Silva ficou em cadeira de rodas depois de sofrer uma queda quando tentava entrar num autocarro
Único elevador em funcionamento no prédio não tem espaço para servir moradores com cadeiras de rodas elétricas
Armando Silva ficou em cadeira de rodas depois de sofrer uma queda quando tentava entrar num autocarro
Único elevador em funcionamento no prédio não tem espaço para servir moradores com cadeiras de rodas elétricas
Armando Silva ficou em cadeira de rodas depois de sofrer uma queda quando tentava entrar num autocarro
Único elevador em funcionamento no prédio não tem espaço para servir moradores com cadeiras de rodas elétricas
Armando Silva, de 65 anos, sente-se preso dentro da própria casa. Mora no quinto andar de um prédio camarário, no Bairro do Viso, no Porto, cujo elevador principal está avariado desde fevereiro. Em março, sofreu uma queda, ao tentar entrar para um autocarro, que o colocou numa cadeira de rodas devido a fraturas na perna e na anca. Regressou do hospital a 4 de maio e desde essa data que não sai de casa.

"Depois do acidente, puseram-me numa cadeira de rodas elétrica para me conseguir movimentar e mesmo assim não consigo. Estou preso, sem ar, não posso ficar aqui em casa a minha vida toda", disse ao CM Armando Silva, em lágrimas. O homem, que é diabético e que tem outras complicações de saúde, ainda não foi às sessões fisioterapia.

"Não sei como vou recuperar. Não posso ir à fisioterapia, não vou às consultas do controlo de sangue, quero dar uma volta e não posso", referiu, assumindo não ter indagado sobre eventual recurso ao transporte de doentes do SNS. Armando mora com a mulher e com a filha que, sozinhas, também não o conseguem ajudar. "São muitos andares e elas não têm muita força para me transportar. Há outro elevador, mas não caibo nesse com a cadeira", explicou. Os contactos de ajuda feitos com a autarquia têm-se revelado infrutíferos. "Dizem que resolvem num mês e depois nunca mais", concluiu.

O prédio de 14 andares acolhe mais de 200 pessoas, a maioria acima dos 50 anos e muitos com dificuldades de locomoção. "Os elevadores estão sempre avariados. A Câmara esquece-se de nós", reportou a moradora Maria Celeste. A autarquia não esclareceu o CM sobre o caso.
Maria Celeste Armando Silva Bairro do Viso Bairro do Viso Porto Câmara questões sociais
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