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Correio da Manhã

Portugal

Bolor e cheiro a mofo em bloco de Ortopedia choca utentes

Utentes atendidos em sala sem aquecimento, com correntes de ar e muita humidade.
Mário Freire 26 de Novembro de 2019 às 09:24
Aspeto da sala onde se realizam consultas de Ortopedia no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra
Aspeto da sala onde se realizam consultas de Ortopedia no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra
Aspeto da sala onde se realizam consultas de Ortopedia no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra
Aspeto da sala onde se realizam consultas de Ortopedia no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra
Aspeto da sala onde se realizam consultas de Ortopedia no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra
Aspeto da sala onde se realizam consultas de Ortopedia no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra
Uma sala "indigna e sem condições, a cheirar a mofo, com humidade e bolor, sem aquecimento e correntes de ar". É desta forma que Cristina Costa descreve o Bloco de Ortopedia, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), onde se deslocou com o filho, de 16 anos, para uma consulta da especialidade.

Cristina deixou expressa a sua indignação, escrevendo no livro de reclamações e apresentando queixa aos funcionários, que diz terem de trabalhar "com casacos polares e mesmo assim estavam com frio".

"Perante tanta indignidade lembrei-me de fazer um direto e publicar fotos no Facebook", descreve ao CM. A publicação foi rapidamente difundida e partilhada.

Com mais duas consultas marcadas para o filho para o mesmo local, a mulher recusa-se a voltar àquele serviço. "Prefiro ir ao privado. Com os trezentos e tal euros que pago de Segurança Social todos os meses tenho o direito de ser tratada como humana e não como animal", conta Cristina Costa, que adianta: "Para mim, uma morgue ou uma clínica veterinária têm melhores condições. Aquilo nem no terceiro mundo."

Ao CM, o CHUC reconhece que "as fotografias correspondem a uma sala localizada fora do edifício central, denominada de sala de gessos" e esclarece que "não é correntemente utilizada para a atividade assistencial".

No edifício identificado, apenas é realizado "um número reduzido de consultas", de forma provisória, até dezembro, data de transição do serviço para o Hospital dos Covões, informa a unidade, em comunicado.
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