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Correio da Manhã

Portugal
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Braga quer classificar lojas antigas da cidade

Cidade possui mais de três dezenas de estabelecimentos que deverão ser preservados.
Secundino Cunha 5 de Janeiro de 2018 às 08:43
Pereira das Violas
Pereira das Violas FOTO: Direitos Reservados
O centenário da retrosaria Pereira das Violas, situada na avenida Central, Braga, assinalado esta semana, despertou a autarquia para a necessidade de proteger as lojas mais antigas e marcantes do comércio tradicional. O projeto 'Lojas com História' prevê dinamizar iniciativas de apoio à preservação de estabelecimentos com valor coletivo reconhecido. A distinção será atribuída em função do apuramento técnico especializado, atendendo à necessidade de conservação de elementos patrimoniais, materiais, culturais e históricos.

Ao longo de mais de três décadas, a Câmara de Braga não revelou qualquer interesse pelas lojas mais antigas, tendo permitido o encerramento de estabelecimentos como a Casa Fânzeres, onde, em 1921, foi esculpida a primeira imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Entretanto, foram fechadas também as portas da Casa Carneiro, da mercearia Abel Forte, da Casa Esperança, da drogaria do Carvalhal, da barbearia Matos (com de 150 anos), da Casa Flores, da Casa das Louças e da Paramentaria Amorim, entre outras.

Mas há ainda muito para preservar e o Conselho Estratégico para a Regeneração Patrimonial e Urbana de Braga já realizou um levantamento de cerca de 30 estabelecimentos, 15 dos quais com mais de 100 anos, como A Brasileira ou as Frigideiras do Cantinho.

"O comércio com memória humaniza a cidade e solidifica as relações entre os seus habitantes", diz o vereador das Atividades Económicas, Miguel Bandeira, para quem "o fecho de lojas históricas e muitas vezes centenárias é algo que deve, a todo o custo, evitar-se".
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