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Correio da Manhã

Portugal
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"Burocratização do sistema atrasa ajudas", diz presidente da Câmara de Monchique sobre fogos

Iniciativa do CM pretende que os fogos não sejam só uma preocupação sazonal.
Diana Santos Gomez 3 de Outubro de 2018 às 08:51
Debate sobre incêndios em Faro reuniu o autarca de Monchique, representantes da região de turismo e académicos
Carlos Rodrigues
Conferência CM Não Esquece
Conferência CM Não Esquece
Debate sobre incêndios em Faro reuniu o autarca de Monchique, representantes da região de turismo e académicos
Carlos Rodrigues
Conferência CM Não Esquece
Conferência CM Não Esquece
Debate sobre incêndios em Faro reuniu o autarca de Monchique, representantes da região de turismo e académicos
Carlos Rodrigues
Conferência CM Não Esquece
Conferência CM Não Esquece
Há excesso de burocracia que atrasa o processo para a população obter alguns apoios do Governo, algumas medidas não são bem direcionadas, e podem levar a que as pessoas desistam de candidatar-se."

As palavras são de Rui André, presidente da Câmara de Monchique, que considera que, apesar dos esforços da autarquia para ultrapassar os processos burocráticos das candidaturas, em termos práticos as ajudas continuam por chegar a quem precisa.

Esta foi uma das ideias-chave retirada da conferência promovida pelo Correio da Manhã, ‘CM Não Esquece’, que decorreu esta terça-feira na Universidade do Algarve, em Faro, com o objetivo de não deixar que as consequências dos incêndios em Portugal sejam esquecidas.

Dois meses depois do fogo que destruiu 27 mil hectares e fez 41 feridos em Monchique, Silves e Portimão, o CM promoveu uma "reflexão coletiva que não pode parar quando acaba a época dos fogos", sublinhou Carlos Rodrigues, diretor-executivo do CM e da CMTV. "É precisamente quando as florestas não ardem que está a chave da resolução do problema. Esse é o objetivo desta iniciativa: contribuir para uma prevenção construtiva e para que as pessoas não sejam esquecidas".

Nesse sentido, o CM vai apresentar no Parlamento cinco ideias escolhidas pelos leitores para que seja repensado o combate aos fogos. No caso de Monchique, a tragédia dos fogos teve também "custos elevados" para a imagem de marca do Algarve como destino turístico. Segundo Fátima Catarina, vice-presidente da Região de Turismo do Algarve, "tentamos minimizar os custos, existe informação que dá conta de alguns cancelamentos de férias, mas a maioria dos turistas aceitou o realojamento".

"CM tem o compromisso de não esquecer as consequências do fogo ao longo do ano" 
Carlos Rodrigues representou o CM pela terceira vez neste ciclo de conferências. O diretor-executivo do CM e da CMTV defendeu que "é muito importante a comunicação social e a sociedade portuguesa entenderem que não se pode falar de fogos só na época dos fogos, não pode ser um motivo de notícia sazonal".

Carlos Rodrigues reforçou ainda que "o CM tem o compromisso de não deixar esquecer, ao longo do ano, as consequências destas tragédias". "O objetivo é que estejamos todos bem preparados para enfrentar os incêndios, contribuindo para a prevenção e debate público destes temas", vincou.
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