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Correio da Manhã

Portugal
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Calor põe em perigo animais selvagens em Castelo Branco

Calor previsto para as próximas semanas deixa responsáveis do Centro de Recuperação de Animais Selvagens preocupados.
Alexandre Salgueiro 10 de Julho de 2018 às 10:50
Cervo a ser alimentado por uma voluntária
Águia de asa redonda libertada após um mês de tratamento
Cervo a ser alimentado por uma voluntária
Águia de asa redonda libertada após um mês de tratamento
Cervo a ser alimentado por uma voluntária
Águia de asa redonda libertada após um mês de tratamento
Ointenso calor previsto para as próximas semanas está a deixar apreensivos os responsáveis do Centro de Recuperação de Animais Selvagens (Ceras) de Castelo Branco.

Os ambientalistas esperam um afluxo anormal de animais feridos, ainda como consequência dos incêndios que aconteceram na região Centro no ano passado.

"O verão é sempre a altura do ano mais complicada. Este ano, devido à destruição de imensos habitats nos fogos do ano passado, muitos animais deixaram de ter refúgio e estão mais expostos ao calor.

Por isso, esperamos mais trabalho do que o habitual", explica ao CM Samuel Infante, da delegação de Castelo Branco da associação Quercus, que gere o centro que, só no último ano, recebeu mais de 400 animais selvagens feridos.

"Atropelamentos, eletrocussões, tiros, mas também envenenamentos, são as principais causas de ferimentos em animais na região", afirma Filipa Lopes, veterinária do Ceras, que tem conseguido recuperar e devolver à natureza mais de 60 por cento dos animais que ali dão entrada para tratamento.

A maioria dos animais são soltos em ações pedagógicas com escolas, mas há uma minoria que se torna ocupante permanente do Ceras, como Bambi, um cervo encontrado a viver entre um rebanho de cabras em Ródão, que se tornou demasiado dependente dos seres humanos para ser largado de novo na natureza.

O número de casos cresce de ano para ano e já obrigou o centro a várias obras para ampliar as instalações, situadas na Escola Superior Agrária. "Vale a solidariedade de quem faz doações e dos voluntários que se disponibilizam para ajudar. Caso contrário, não seria possível recuperar tantos animais", frisa Samuel Infante.
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