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Correio da Manhã

Portugal
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Campistas de Faro avançam com providência cautelar para travar expulsão

Câmara Municipal afirma que os moradores foram avisados e “as obras são para continuar”.
Rafael Domingues e Lusa 17 de Setembro de 2019 às 08:26
Espaço localizado na praia de Faro era gerido pelos utentes desde 2010 após a assinatura de um contrato de comodato
Praia de Faro
Espaço localizado na praia de Faro era gerido pelos utentes desde 2010 após a assinatura de um contrato de comodato
Praia de Faro
Espaço localizado na praia de Faro era gerido pelos utentes desde 2010 após a assinatura de um contrato de comodato
Praia de Faro
Os utentes do parque de campismo da praia de Faro entregaram esta segunda-feira uma providência cautelar para tentar travar a saída do espaço até ao dia 1 de outubro, data em que está previsto o início das obras que visam a requalificação do espaço.

Fonte da autarquia afirmou ao CM que "as obras são para continuar" porque as pessoas "foram avisadas com a devida antecedência que a câmara pretendia avançar com a requalificação do parque de campismo, assente no que deve ser o aproveitamento público daquele espaço".

A ação judicial foi entregue pela Associação de Utentes e Amigos do Parque de Campismo Municipal e Social da Praia de Faro, que alega que duas pessoas que residem no parque há mais de 25 anos "estão doentes e não têm meios financeiros" para ter habitação própria ou alugar casa ou quarto na cidade.

"Nós sairemos quando houver condições e soluções para os problemas que apresentámos à câmara" referiu ontem, em conferência de imprensa, o presidente da associação Luís Arsénio.

"Durante o último ano tentámos falar com a autarquia mas não encontrámos abertura do Executivo para dialogar de forma a encontrar soluções para os problemas graves que impedem a saída dos utentes que ocupam, atualmente, 140 lotes" afirmou.

Segundo João Botelheiro, advogado da associação, caso a ação judicial seja aceite, o início das obras será suspenso. Em 2010, a autarquia e a associação assinaram um contrato de comodato, no qual a gestão do espaço passou para os utentes. Em 2018, a Câmara de Faro denunciou o acordo, dando 1 ano para a saída dos campistas.
Faro política autoridades locais questões sociais
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