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Correio da Manhã

Portugal

Canil recolhe gaivota ferida na Praia de Paço de Arcos em Oeiras

Falta de meios das autoridades leva canil a retirar estes animais do areal.
Marta Ferreira 12 de Setembro de 2019 às 20:17
Praia de Paço de Arcos, Oeiras
Praia de Paço de Arcos, Oeiras FOTO: Ricardo Rocha
O canil de Oeiras recolheu esta quinta-feira uma gaivota que tinha um asa ferida - não conseguindo voar - na Praia de Paço de Arcos, em Oeiras, após vários banhistas terem denunciado a situação aos nadadores-salvadores e PSP. 

O animal não conseguia voar e mostrava alguma dificuldade em se movimentar. Alguns dos banhistas presentes contactaram as autoridades e colocaram um pequeno recipiente com água para que o animal pudesse beber. 

As pessoas começaram a aperceber-se do estado do animal cerca das 12h00 e comunicaram aos nadadores-salvadores que afirmaram que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPMA), da GNR, estaria alertado da situação. 

Porém, esta praia não faz parte da jurisdição da GNR mas sim da PSP. A brigada da PSP, chegada ao local, afirmou que aquilo não fazia parte da sua responsabilidade, por ser no areal, mas já tinham contactado o BriPA - Brigada de Protecção Ambiental da PSP - para que fosse feito o resgate. 

Inicialmente a PSP afirmou que este tipo de casos é da responsabilidade da Polícia Marítima, facto negado pela Autoridade Marítima ao Correio da Manhã. 

O CM contactou o BriPA que confirmou a ocorrência e afirmou que a brigada de Oeiras se preparava para fazer a recolha, mas foi contactada pelo supervisor que afirmou que uma associação - não nomeada pelas autoridades - se disponibilizou a recolher o animal para posterior entrega ao canil. Os agentes da polícia terão dito, segundo João Lucas da BriPA, que sendo uma espécie autóctone esta devia ser entregue não ao canil mas sim ao CRAS - Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa. 

Cerca das 14h00, dois elementos do canil de Oeiras - contactados pela PSP - chegaram ao local com uma caixa de transporte de animais e resgataram a gaivota. 

O Correio da Manhã contactou o canil e questionou se era frequente o resgate deste tipo de animais. O canil afirmou que não só "é comum" como também já chegaram a recolher alforrecas e outros animais.

"Não conseguimos perceber [se é da nossa responsabilidade]", assumiu o canil, acrescentando que fazem estas recolhas a pedido da PSP uma vez que tanto a PSP como a Polícia Marítima não têm meios para resgatar estes animais.

A gaivota foi entregue pelo canil de Oeiras ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa.
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