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Correio da Manhã

Portugal
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Casal de 80 anos condenado por vender queijos com brucelose em Penafiel

Dezanove pessoas foram infetadas pelos produtos com a incorporação de leite cru proveniente de cabras e vacas estavam doentes.
Nelson Rodrigues 7 de Setembro de 2019 às 09:33
Arguidos foram julgados em Penafiel e quatro, incluindo um casal idoso, foram condenados a penas suspensas
Juiz com martelo
Arguidos foram julgados em Penafiel e quatro, incluindo um casal idoso, foram condenados a penas suspensas
Juiz com martelo
Arguidos foram julgados em Penafiel e quatro, incluindo um casal idoso, foram condenados a penas suspensas
Juiz com martelo
Entre agosto e novembro de 2014, os arguidos produziram artesanalmente, na cozinha de casa, em Baião, dezenas de queijos com a incorporação de leite cru proveniente de cabras e vacas infetadas com brucelose.

Os alimentos eram depois vendidos em recipientes de plástico, onde já tinham estado gelados, e 19 pessoas foram infetadas. Os quatro suspeitos foram esta sexta-feira condenados, no Tribunal de Penafiel, pelo crime de corrupção de substâncias alimentares.

Entre os condenados está um casal de 80 anos. O homem foi sentenciado a três anos e quatro meses de cadeia, e a mulher a três anos de prisão - penas suspensas.

No caso do idoso, a pena diz respeito ainda a um crime de desobediência, uma vez que continuou a vender animais e queijo, mesmo após ter sido notificado pelas autoridades sanitárias da infeção que havia na sua exploração.

Também condenado foi o filho do casal, que vendia o queijo infetado porta a porta. Apanhou três anos e dois meses - também suspensa.

Estes três arguidos têm ainda de pagar uma indemnização de seis mil euros à Segurança Social por despesas provocadas pelo tratamento de duas vítimas da infeção.

Já o quarto arguido é o dono de um restaurante que terá vendido os produtos infetados. Apanhou 18 meses de prisão, suspensa, pelo mesmo crime, mas na forma negligente.

Para o coletivo de juízes ficou claro que os queijos eram confecionados sem controlo sanitário, licença ou salubridade e que eram ingeridos por quem os comprava.

No processo havia ainda mais dois arguidos, entre os quais uma filha do casal, mas que foram absolvidos.
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