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Correio da Manhã

Portugal
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Cemitérios fechados ou condicionados no Dia de Todos os Santos

Pelo menos 12 concelhos já decidiram encerrar os sepulcrários no feriado de 1 de novembro.
Rui Pando Gomes 18 de Outubro de 2020 às 09:23
Cemitério
Cemitério FOTO: Nuno Alfarrobinha
Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Trofa, Esposende, Espinho, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Estarreja decidiram encerrar os cemitérios a 1 de novembro.

Mas vários municípios vão mantê-los abertos - como Cascais, Coimbra ou Viana do Castelo -, com acesso condicionado. As medidas surgem após os bispos da Igreja Católica terem pedido um "justo mas difícil equilíbrio" entre a saúde pública e os direitos dos cidadãos, indicando que "não seria apropriado" o fecho nos Fiéis.

A gestão de muitos destes espaços está nas mãos das juntas de freguesia - a de Tamel S. Veríssimo, em Barcelos, decidiu encerrar o cemitério. Entre os municípios que mantêm os sepulcrários abertos, há horários alargados e não são ali permitidas celebrações, mas os condicionamentos são díspares. Em Cascais, é aplicado o limite máximo de cinco pessoas. Já em Coimbra, serão permitidos 800 fiéis em simultâneo no cemitério da Conchada. Portimão criará percursos de circulação.

Outra questão é o tempo de cada visita. Em Braga, no cemitério de Monte d’Arcos, podem estar 250 pessoas de cada vez, durante uma hora. No mesmo distrito, mas em Vila Verde, os limites são 100 fiéis em simultâneo e apenas durante 15 minutos. Em Amares podem entrar, no máximo, 30 pessoas e permanecer por 30 minutos.

Várias autarquias controlarão as visitas por meios próprios, como em Vila Pouca de Aguiar. Em Viana do Castelo, a câmara terá ajuda de escuteiros, GNR e PSP. No Porto, a câmara ainda não decidiu sobre a abertura dos cemitérios de Agramonte e Prado do Repouso.
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