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Correio da Manhã

Portugal
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Conservatório Nacional está em obras até 2020

Em 2013, os estudantes conseguiram angariar 12 mil euros para a requalificação do edifício.
Beatriz Pinto e Edgar Nascimento 29 de Maio de 2019 às 08:57
Edifício da Escola de Música do Conservatório Nacional
Edifício que alberga o Conservatório Nacional
Conservatório Nacional
Edifício da Escola de Música do Conservatório Nacional
Edifício que alberga o Conservatório Nacional
Conservatório Nacional
Edifício da Escola de Música do Conservatório Nacional
Edifício que alberga o Conservatório Nacional
Conservatório Nacional
O edifício centenário das escolas artísticas de Música e de Dança do Conservatório de Lisboa, situado no Bairro Alto, vai ser requalificado.

As obras poderão iniciar assim que o empreiteiro pretender, uma vez que, segundo o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, "os prazos já começaram a contar" na segunda-feira.

De acordo com o contrato celebrado, as obras vão custar mais de 11 milhões de euros (10,5 milhões + IVA) e deverão terminar no final de novembro de 2020, abrindo portas a cerca de 1010 alunos "num edifício histórico do Bairro Alto totalmente requalificado".

Estudantes e professores estiveram 6 anos na luta para conseguirem a requalificação do Conservatório, que foi palco de vários protestos. Organizaram, em 2013, uma maratona de 18 horas de música, tendo conseguido angariar cerca de 12 mil euros para ajudar nas obras de requalificação.

Em 2014, caiu parte do teto falso de uma das salas de aula da Escola de Música, devido a infiltrações de água, voltando os docentes a alertar os responsáveis para a degradação do Conservatório e para os perigos em que os alunos estudavam e os professores e funcionários trabalhavam.

O edifício vai ser requalificado numa área total de quase 10 mil metros quadrados de uma construção datada maioritariamente do início dos anos 20 do século passado – a exceção é o salão nobre, que data de 1881. Para isso, os trabalhos vão contar com a presença de um técnico conservador-restaurador.

A demora no processo burocrático, iniciado no ano passado, deveu-se à espera da autorização do Tribunal de Contas e a procura de empreiteiros interessados na obra que começou por deixar os concursos públicos sem concorrentes.
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