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Correio da Manhã

Portugal
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Deficiente esteve seis dias sem eletricidade

Família que cuida de um homem com 98% de incapacidade era a única na aldeia que não tinha luz.
Paula Gonçalves e José Durão 20 de Outubro de 2018 às 06:00
Gonçalo e Isabel Figueiredo, da Figueira da Foz, estiveram seis dias sem luz
Na Praia da Vieira ainda há sinais de destruição
Bares do areal foram arrasados
Gonçalo e Isabel Figueiredo, da Figueira da Foz, estiveram seis dias sem luz
Na Praia da Vieira ainda há sinais de destruição
Bares do areal foram arrasados
Gonçalo e Isabel Figueiredo, da Figueira da Foz, estiveram seis dias sem luz
Na Praia da Vieira ainda há sinais de destruição
Bares do areal foram arrasados
A casa de Isabel Figueiredo foi até esta sexta-feira a única habitação da aldeia de São Jorge, Figueira da Foz, sem eletricidade. Com um familiar com um grau de incapacidade de 98% ao seu cuidado, a moradora, de 50 anos, viveu momentos de "grande desespero" nos últimos seis dias.

"Ficámos sem luz depois da tempestade, o meu telhado voou e atingiu um fio. Desde terça-feira que todos os meus vizinhos têm eletricidade e nós sem nada. Tem sido um horror para cuidar do meu primo", recorda.

Atendendo ao grau de deficiência do familiar, deveria ser considerada uma cliente prioritária pela EDP, mas, segundo fonte da empresa, só ontem à tarde é que esse registo foi feito, após a entrega de uma declaração pelo marido, Gonçalo Figueiredo.

Ontem, ao final do dia, já depois de o CM ter contactado a EDP Distribuição, a avaria foi reparada e o serviço reposto. Isabel Figueiredo lamenta que na quinta-feira, quando o marido se deslocou à EDP, "tivessem recusado o atestado médico de incapacidade passado por uma junta médica" e exigissem à família "um impresso fornecido por eles e assinado por um médico".

Os problemas na rede de baixa tensão ainda atingem várias casas, segundo a EDP Distribuição.

Os estragos deixados pela passagem do furacão ‘Leslie’ são visíveis não só no distrito de Coimbra, o mais afetado, como também na zona de Leiria. Na Praia da Vieira, os lesados estão agora envolvidos nas reparações.

Os casos mais problemáticos são os bares do areal - dois foram totalmente arrasados e os proprietários fazem contas à vida para encontrarem forma de os recuperar. "Não tem sido fácil", admite José Lucas, do ‘Nau Frágil’.

"Só quem passou por isto é que entende o que estamos a passar", considerou.
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