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Correio da Manhã

Portugal
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Dois meses para vender a fábrica da Confiança em Braga

Hasta pública da antiga saboaria avança após tribunal rejeitar providência cautelar.
Liliana Rodrigues 31 de Março de 2019 às 10:45
Edifício devoluto foi expropriado em 2012, quando Mesquita Machado ainda era presidente, e agora vai a hasta pública
Ricardo Rio
Ricardo Rio
Edifício devoluto foi expropriado em 2012, quando Mesquita Machado ainda era presidente, e agora vai a hasta pública
Ricardo Rio
Ricardo Rio
Edifício devoluto foi expropriado em 2012, quando Mesquita Machado ainda era presidente, e agora vai a hasta pública
Ricardo Rio
Ricardo Rio
A hasta pública da antiga saboaria Confiança, em Braga, com um preço base de 3,8 milhões de euros, poderá avançar num prazo de dois meses, depois de o tribunal ter indeferido uma providência cautelar para travar o processo.

A revelação foi feita por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, que adiantou que a anunciada interposição de recurso por parte dos autores da providência cautelar não terá efeitos suspensivos.

"Esta decisão remove os obstáculos ao procedimento da alienação imediata do edifício", sublinhou Ricardo Rio.

O Tribunal Administrativo indeferiu a providência cautelar interposta pela Plataforma Salvar a Confiança para travar a venda das antigas instalações daquela saboaria.

Em comunicado, a plataforma refere que o tribunal decidiu "sem se ter realizado a audiência de julgamento e sem a audição das testemunhas e das partes".

No documento, o movimento acrescenta ainda que "o tribunal não chegou a pronunciar-se quanto à questão de fundo, designadamente quanto às diversas ilegalidades apontadas pelos cidadãos no processo de venda da Fábrica Confiança".

Ainda assim, o grupo de cidadãos afirma que vai ser interposto recurso para o Tribunal Central Administrativo Norte.

Para o presidente da câmara, a decisão do tribunal demonstra que foi cumprida "toda a legalidade" no processo.

"O objetivo é garantir a reabilitação da Confiança. Não o podendo garantir com meios próprios e não tendo meios de financiamento disponíveis para o projeto, qualquer iniciativa para reabilitar o edifício tem benefícios para a câmara, para o promotor e toda a cidade", diz o autarca.
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