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Correio da Manhã

Portugal
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Emissões atmosféricas disparam em Portugal

Ano extremamente quente e seco justifica o maior consumo de combustíveis fósseis.
Miguel Balança 19 de Outubro de 2019 às 09:45
Poluição automóvel
Poluição automóvel FOTO: IstockPhoto
Opotencial de aquecimento global disparou 6,9% em Portugal, em 2017, superando a taxa de crescimento da atividade económica registada nesse ano, em linha com a tendência que é sentida desde 2015.

O registo foi esta sexta-feira anunciado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que, nas ‘Contas das Emissões Atmosféricas’, dá conta de um aumento dos três indicadores mais relevantes para "a avaliação dos efeitos ambientais dos vários gases emitidos pelos ramos de atividade e pelas famílias": o Potencial de Aquecimento Global, que em 2017 foi 6,9%, o potencial de acidificação, que se fixou em 1,4%, e o potencial de formação de ozono troposférico, nos 1,3%. O crescimento da atividade económica, medida pelo Valor Acrescentado Bruto, cresceu 3,3%.

"Em 2017, as emissões de gases de efeito estufa atingiram 68,4 milhões de toneladas de equivalente" de dióxido de carbono, indica o INE, um aumento que, explica, "resultou fundamentalmente do incremento das emissões de dióxido de carbono em 8,4%".

O ramo de energia, água e saneamento foi "o que mais contribuiu para o Potencial de Aquecimento Global", com 30,8% das emissões. Face a 2016, este foi, igualmente, o ramo que mais aumentou as suas emissões.

2017 foi um ano "extremamente quente e seco", dado responsável pelo aumento da "necessidade de produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis (nomeadamente do carvão e do gás natural) e, naturalmente, gerou mais emissões", justificou o INE.
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