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Correio da Manhã

Portugal
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Evento artístico ‘liberta’ quatro reclusos em Braga

Instalação artística com seis mil garrafas de plástico iluminadas foi construída por presos.
Manuel Jorge Bento 22 de Agosto de 2018 às 08:38
Madalena Martins junto dos quatro reclusos do Estabelecimento Prisional de Braga que participam na iniciativa
Grades de Prisão
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Madalena Martins junto dos quatro reclusos do Estabelecimento Prisional de Braga que participam na iniciativa
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Madalena Martins junto dos quatro reclusos do Estabelecimento Prisional de Braga que participam na iniciativa
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Pedro, Marco, Diogo e Luís são os quatro reclusos do Estabelecimento Prisional de Braga que estão a construir uma instalação artística que vai integrar o programa da Noite Branca - evento que decorrerá na capital do Minho de 31 de agosto a 2 de setembro.

"De certa forma, com isto, vamos estar lá fora, livres", disse um dos indivíduos que participa na obra, a cargo da artista plástica Madalena Martins e que vai percorrer um quilómetro e meio do centro histórico.

A instalação artística, que teve ainda a participação de dois outros reclusos - um saiu em liberdade e outro foi transferido para outro estabelecimento -, é "uma linha branca gigante, que se multiplicará em cores quando a noite chegar, revelando emoções, transmitidas pela luz que irradia", explicou Madalena Martins. Inclui mais de seis mil garrafas de plástico.

"Estes foram dias bem passados, com alegria e com o compromisso de responsabilidade. É bom saber que o nosso trabalho vai ser reconhecido", disse o porta-voz dos quatro reclusos. "Deu-nos algumas horas de descontração, de convívio, para nos sentirmos úteis", afirmou Pedro, de 38 anos.

Cada um dos reclusos envolvidos neste projeto ganhou 100 euros pelo trabalho. "Ao fazermos isto, somos cidadãos como os outros. Trabalhar aqui é muito importante para nós.

O acompanhamento psicológico é muito importante, sem dúvida, mas isto é essencial para nós", referiu Marco, de 37 anos.

Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga, que visitou a cadeia, destacou a ligação àqueles cidadãos. "É uma forma de Braga trabalhar na reinserção destas pessoas, que a determinado momento da vida seguiram por um caminho errado, e mostrar que há espaço e lugar para eles na sociedade".
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