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Correio da Manhã

Portugal
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Exploração das minas de Torre de Moncorvo volta até ao final do ano

Questões relacionadas com a proximidade a Espanha provocaram alguns atrasos.
Tânia Rei 6 de Maio de 2019 às 08:53
Exploração mineira de Torre de Moncorvo está parada há 30 anos e, ao que tudo indica, será reativada ainda em 2019
Antiga frente de exposição mineira e de trabalhos de prospeção nas minas de ferro da Torre de Moncorvo
Exploração mineira de Torre de Moncorvo está parada há 30 anos e, ao que tudo indica, será reativada ainda em 2019
Antiga frente de exposição mineira e de trabalhos de prospeção nas minas de ferro da Torre de Moncorvo
Exploração mineira de Torre de Moncorvo está parada há 30 anos e, ao que tudo indica, será reativada ainda em 2019
Antiga frente de exposição mineira e de trabalhos de prospeção nas minas de ferro da Torre de Moncorvo
O regresso da exploração mineira a Torre de Moncorvo, parada há cerca de 30 anos, pode acontecer antes do final do ano. A convicção é do edil local, Nuno Gonçalves, que avança que todas as questões burocráticas deverão estar ultrapassadas em cinco meses.

"Espero que setembro seja o grande mês de avanço. O Governo de Castela e Leão (Espanha) teve de se pronunciar, uma vez que estamos a menos de 100 km da fronteira, e todos os projetos mineiros têm esta reciprocidade governamental. O Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (Recape) foi aprovado. Estamos na fase de consolidação da reabertura das minas", refere o autarca, sublinhando que este é um investimento privado, da MTI Ferro de Moncorvo SA, mas que a câmara quer ser um "parceiro".

Nuno Gonçalves considera que o processo eleitoral espanhol acabou por atrasar os planos em solo português. "No entanto, posso afirmar que não há [em Espanha] qualquer reticência quanto a este projeto mineiro", garantiu.

Aquela que será a maior jazida de ferro da Europa está situada nas Uniões de Freguesias de Felgar e Souto da Velha, Felgueiras e Maçores e nas freguesias de Mós, Carviçais, Larinho, Torre de Moncorvo e Açoreira.

Durante a concessão, "foram identificadas 558 milhões de toneladas de reservas provadas e prováveis e 254 milhões de toneladas de reservas possíveis", assegura a empresa a cargo do processo.

Os trabalhos de prospeção nas minas começaram já em 2008. Até 2026, a previsão é que se invistam 114 milhões no empreendimento, que prevê criar mais de 1000 postos de trabalho na região.
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