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Correio da Manhã

Portugal
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Exploração de lítio em Montalegre pode vir a acabar em tribunal

Habitantes e movimentos antilítio vão avançar com processos para travar concessão.
Patrícia Moura Pinto 27 de Outubro de 2019 às 09:36
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Habitantes e movimentos antilítio vão avançar com processos para travar concessão.
Os habitantes das aldeias do concelho de Montalegre que vão ser afetadas com a exploração de lítio já autorizada pelo Governo vão fazer tudo para travar o processo. O mesmo vai fazer o Movimento de Intervenção Nacional Anti-Mineração (MINA), constituído por cerca de 10 associações e movimentos do Norte e Centro do País criados para combater a exploração de lítio, que pondera avançar para tribunal para travar as concessões.

"Estivemos esta semana em Lisboa, na Associação Portuguesa do Ambiente, porque pedimos previamente para consultar o processo, mas aquilo que mais nos interessava ver não nos foi concedido; diz respeito ao processo da lavra e adiantaram que não têm nenhum pedido de estudo de impacto ambiental em curso para esta mina", contou este sábado ao CM, Vítor Santos, habitante de Rebordelo, em Montalegre.

Os habitantes têm aproveitado várias oportunidades para se mostrarem contra o projeto que o secretário de Estado da Energia, João Galamba, aprovou com a atribuição da concessão da exploração à empresa Lusorecursos Portugal Lithium, criada três dias antes da assinatura do contrato para a exploração deste minério. Armando Pinto, da Associação Montalegre Com Vida, acredita que "o caso terá de terminar na barra dos tribunais para que a mina seja travada".

Questionado pelo Correio da Manhã sobre a polémica que envolve o capital social da empresa, Joaquim Neutel, assessor da Lusorecursos, afirma que "ao Estado não importa o capital social da empresa, mas sim as cauções prestadas. No entanto, o que está pensado pela empresa é aumentar o capital social após o estudo de impacto ambiental e por referência ao início da exploração mineira, por se considerar que aí se justifica o seu reforço".
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