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Correio da Manhã

Portugal
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Família em condições indignas espera solução

Casa tem paredes rachadas, tectos destruídos por água e sistema elétrico deficiente.
Silvana Araújo Cunha 22 de Fevereiro de 2017 às 08:42
Más condições da casa, em Oliveira do Douro
Más condições da casa, em Oliveira do Douro FOTO: CMTV
"Às vezes, quando chove, temos de usar guarda-chuva na casa de banho." Maria Carvalho, de 72 anos, vive com o marido, António Martinho, numa casa sem condições de habitabilidade: aguardam há vários meses uma intervenção que tem sido consecutivamente adiada.

Paredes rachadas, janelas que deixam entrar a chuva, tectos com humidade e sistema elétrico deficiente são alguns dos sinais que se têm vindo a agravar-se na moradia, em Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia.

"Pago 120 euros de renda e a senhoria diz-me sempre que vai resolver e depois deixa-nos aqui ao frio", disse a mulher, que em dezembro último perdeu o filho, vítima de pneumonia. "Morreu nesta casa, onde piorou de dia para dia", conta Maria Carvalho, que decidiu levar o caso para a Justiça.

A advogada da família, Mónica Sousa, avançou com um processo judicial e exige que a autarquia tome uma atitude face ao drama da família. "No que depender de mim, esta luta não acaba. Têm idade para ser meus pais e vivem assim. Já contactei a câmara e a Gaiurb e exijo que isto se resolva até ao final de fevereiro", adiantou.

Contactada pelo Correio da Manhã, a autarquia gaiense assegura que "depois de efetuada a competente vistoria, foi ordenada aos titulares da herança proprietária do imóvel a realização dos trabalhos de conservação considerados necessários pelos peritos". O prazo para o cumprimento da ordem de obras termina a 23 de março. "Caso não seja dado cumprimento ao que foi ordenado, será levantado o respetivo auto de notícia para instrução de processo de contraordenação", adianta a autarquia.
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