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Correio da Manhã

Portugal
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Gulbenkian está fechada por falta de funcionários

Associação de Pais diz que, sem a contratação de tarefeiros, a escola não abre as portas.
Secundino Cunha 12 de Setembro de 2019 às 08:33
Conservatório de Música Calouste Gulbenkian
Conservatório de Música Calouste Gulbenkian FOTO: CMTV
O Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, não vai abrir as portas nesta sexta-feira, podendo o início do ano letivo ser mesmo adiado para o mês de outubro. Em causa está a falta de funcionários (assistentes operacionais), cuja contratação não foi permitida pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (Dgeste).

"Isto é recorrente e os pais estão naturalmente indignados", disse ao Correio da Manhã Duarte Cunha, presidente da Associação de Pais, sublinhando que "na situação atual, a escola não tem condições para abrir nos próximos dias".
O Conservatório, que é uma das melhores escolas do País, tem, nesta altura, ao serviço apenas metade dos funcionários previstos no quadro de pessoal, o que, segundo a Associação de Pais, impede, "por razões operacionais e de segurança", o arranque do ano letivo.

"A escola Calouste Gulbenkian tem um quadro de 32 funcionários, mas tem ao serviço apenas 20. E, como quatro se encontram em situação de baixa clínica, tem efetivamente disponíveis apenas 16, o que, em nossa opinião, é manifestamente insuficiente", acrescentou Duarte Cunha.

De resto, a Associação de Pais já comunicou a situação aos encarregados de educação, realçando que não há data prevista de abertura do ano letivo e que está "em contacto com a Dgeste", no sentido de forçar o organismo a permitir a contratação de seis tarefeiros o que, assegura, "já permitiria garantir pelo menos as condições de segurança dos alunos".
Contactada pelo Correio da Manhã, a direção da escola não quis prestar declarações.
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