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Correio da Manhã

Portugal
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Habitante de Mirandela sobre o Rio Rabaçal: “Fui aqui criada e nunca vi o rio nesta miséria”

Gordura, água castanha e peixes mortos causam indignação entre os moradores.
Tânia Rei 24 de Setembro de 2019 às 08:53
Empresa apenas admite intervenção no caso se tiver sido totalmente acidental
Peixes mortos no rio causam indignação entre moradores
Foram recolhidas amostras para uma análise laboratorial a ser feita
Empresa apenas admite intervenção no caso se tiver sido totalmente acidental
Peixes mortos no rio causam indignação entre moradores
Foram recolhidas amostras para uma análise laboratorial a ser feita
Empresa apenas admite intervenção no caso se tiver sido totalmente acidental
Peixes mortos no rio causam indignação entre moradores
Foram recolhidas amostras para uma análise laboratorial a ser feita
Foi no domingo que os habitantes da aldeia de Eixes, em Mirandela, se aperceberam de que algo tinha acontecido no rio Rabaçal, que por ali passa em direção ao Tua, numa zona que é usada para banhos e piqueniques no verão. Peixes mortos, água de cor castanha e cheia de espuma, além do cheiro nauseabundo.

"Fui aqui criada e nunca na minha vida vi isto assim. Só se via gordura e tudo cheio de peixes grandes mortos. É uma miséria", relata Odete Nascimento. No local, têm estado elementos dos municípios de Mirandela e de Valpaços, uma vez que ali se dividem os dois concelhos. Maria Gouveia, da Proteção Civil de Mirandela, explicou ao CM que foram imediatamente estudadas medidas de resposta ao incidente e ainda pedida colaboração ao Instituto Politécnico de Bragança (IPB) para ajudar a encontrar uma solução que leve a mitigar os efeitos da poluição.

Os moradores suspeitam que na origem do caso possa estar uma descarga de uma indústria de extração de óleo de azeitona, nos Leirós (Valpaços) - a mesma que levou a autarquia a fazer, em março, um alerta para o "perigo na EN213", devido ao fumo da fábrica que se junta ao nevoeiro. Contactados pelo CM, os responsáveis da empresa negam qualquer ato contra o ambiente e explicam que, a algo ter acontecido, foi "acidental". Garantem que estão também a colaborar com as autoridades.

A investigação está a cargo da GNR, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA). Fonte da autoridade confirmou que foi elaborado um auto de notícia. Foram também recolhidas amostras para análise laboratorial.
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