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Correio da Manhã

Portugal
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Hospital Amadora-Sintra sem macas pára ambulâncias

Utentes transportados para exames, dentro do hospital, em macas dos bombeiros.
Diogo Carreira, Francisca Genésio e João Saramago 9 de Outubro de 2019 às 08:54
Amadora-Sintra sem macas pára ambulâncias
Amadora-Sintra sem macas pára ambulâncias FOTO: Direitos Reservados

As corporações de bombeiros dos concelhos da Amadora e de Sintra viram esta terça-feira a sua capacidade de resposta muito reduzida devido à elevada afluência às Urgências do Hospital Amadora-Sintra.

As imagens a que o CM e a CMTV tiveram acesso mostram que, cerca das 16h00, mais de uma dezena de ambulâncias estavam paradas junto à unidade hospitalar, mas a situação começou bem cedo e prolongou-se até pelo menos ao final da tarde.

"O problema começou às primeiras horas do dia [de ontem] com o hospital a reter as macas dos bombeiros pelo menos 1h30. Temos conhecimento de situações em que os doentes foram transportados para análises clínicas, raio-x, entre outros exames, nas macas dos bombeiros" denunciou ao CM Joaquim Leonardo, comandante dos bombeiros de Algueirão Mem Martins, acrescentando que "a situação faz com que os bombeiros não tenham capacidade de resposta para outras ocorrências, já que a maioria dos veículos integra o Sistema de Emergência [112]".

Maria Silvano, 47 anos, deu entrada no Amadora-Sintra, cerca das 14h40, com o marido, que tem uma doença degenerativa.

Este homem foi um dos utentes que ficou pelo menos três horas numa maca dos bombeiros à espera para ser atendido, mesmo com pulseira amarela - cor atribuída a casos ‘pouco urgentes’ -, cujo tempo máximo de espera definido é de uma hora. "Ninguém nos dá qualquer justificação para isto", lamentou.

O CM questionou a unidade hospitalar sobre o caso, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição. 

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