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Correio da Manhã

Portugal

Hospital de Guimarães gastou três milhões em unidade que não abre

Ala especializada aguarda autorização para integrar a rede do Serviço Nacional de Saúde.
Fátima Vilaça 9 de Novembro de 2019 às 07:38
Hospital de Guimarães
Hospital de Guimarães FOTO: Nuno Fernandes Veiga
O Hospital de Guimarães gastou quase três milhões de euros na criação de uma unidade de Cardiologia de intervenção e diagnóstico que está parada há mais de um ano e sem autorização para abrir.

A construção e equipamento da unidade, que inclui uma sala de hemodinâmica (um tratamento altamente diferenciado para doentes com problemas cardíacos) foi integralmente financiada por mecenas, sem dinheiros públicos, mas, até agora, continua a aguardar a autorização do Ministério da Saúde para poder funcionar.

Enquanto se aguardam os pareceres necessários da Administração Regional de Saúde do Norte, os doentes com patologias cardíacas - enfartes, por exemplo - continuam a ter de ser encaminhados para o Hospital de Braga. O transporte tem de ser feito em ambulância especializada, com acompanhamento de uma equipa de cardiologistas.

Ao CM, uma fonte hospitalar que não quis ser identificada lamentou a demora da tutela em resolver esta situação. "É tempo que se perde, que traz riscos acrescidos para o doente, já para não falar dos milhares de euros desperdiçados", vincou, sublinhando que, "enquanto não se decide, os equipamentos de ponta estão parados numa sala".

O Hospital de Guimarães não pode dar uso à unidade específica, por estar fora da rede de referenciação do Serviço Nacional de Saúde para esta área. Desde junho do ano passado, cerca de 1200 doentes dos concelhos da área de influência do Hospital de Guimarães foram tratados numa unidade idêntica no Hospital de Braga. Até então, os tratamentos eram feitos no Hospital de Gaia.
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