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Correio da Manhã

Portugal
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Hoteleiros do Algarve assumem que pagam salários baixos aos trabalhadores

Empresários discordam das razões dos sindicatos para a falta de profissionais.
Rafael Duarte 4 de Setembro de 2018 às 12:15
Empresários têm tido muitas dificuldades em contratar funcionários para trabalharem nas unidades hoteleiras
Ocupação Hoteleira no Algarve
Unidades hoteleiras no Algarve
Empresários têm tido muitas dificuldades em contratar funcionários para trabalharem nas unidades hoteleiras
Ocupação Hoteleira no Algarve
Unidades hoteleiras no Algarve
Empresários têm tido muitas dificuldades em contratar funcionários para trabalharem nas unidades hoteleiras
Ocupação Hoteleira no Algarve
Unidades hoteleiras no Algarve
Os empresários hoteleiros do Algarve admitem que pagam salários baixos aos funcionários, mas que, tendo em conta a sua produtividade, são valores elevados.

A posição surge depois de vários sindicatos ligados ao setor da hotelaria terem denunciado aquelas que consideram ser as razões para a falta de mão de obra nas unidades hoteleiras da região.

Segundo os sindicatos, "o problema não é a falta de trabalhadores" mas sim "manter os trabalhadores no setor".

Os sindicalistas entendem que é necessário, entre outras coisas, aumentar os ordenados, garantir um vínculo de trabalho efetivo, reduzir o horário de trabalho para as 35 horas semanais e ser garantido, pelas empresas, o transporte dos trabalhadores, desde a residência até ao local de trabalho.

Em resposta, a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) concorda que é necessário fixar os funcionários mas considera que esse não é o principal problema do ramo.

Ao CM, o presidente da AHETA, Elidérico Viegas, garantiu que "esta falta de mão de obra não é consequência direta dos salários, porque todos os funcionários ganham acima do salário mínimo", admitindo que "são salários baixos", mas que "comparados com a produtividade são salários elevados".

A solução pode passar por "melhorar os níveis de qualificação, para melhorar a produtividade".

No entender de Elidérico Viegas, as dificuldades devem-se "à crise de 2008 que fez muitas pessoas emigrarem" e ao facto de os "principais empreendimentos ficarem fora das zonas mais habitadas", numa região "com problemas de mobilidade".
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