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Correio da Manhã

Portugal
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Ligação ferroviária no Minho custa 200 milhões de euros

Projeto obriga à união dos municípios de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos.
Secundino Cunha 27 de Janeiro de 2020 às 08:12
Autarca de Guimarães, Domingos Bragança
Autarca de Guimarães, Domingos Bragança FOTO: Paulo Duarte

A ligação ferroviária do quadrilátero urbano do Minho (Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos) está orçada em 200 milhões de euros e deve avançar na próxima década, aproveitando os fundos do Quadro Comunitário 2030.

A revelação foi feita por Domingos Bragança, presidente da Câmara de Guimarães, num seminário organizado na cidade berço pelo Bankinter, CM e ‘Negócios’.

"Seja metro de superfície, seja um elétrico ligeiro, seja outro meio que as novas tecnologias coloquem ao nosso dispor, a verdade é que temos de avançar, sob pena de perdermos uma das maiores oportunidades da História de, através da mobilidade sustentável, tornarmos esta região competitiva", afirmou o autarca vimaranense, salientando a importância social e económica do distrito de Braga.

"Estamos a falar da terceira área metropolitana mais populosa do País e da única que tem superavit na relação exportações importações. A criação desta nova opção de transporte é um imperativo", afirmou Domingos Bragança.

A ligação ferroviária do designado quadrilátero urbano do distrito de Braga, onde residem cerca de 800 mil pessoas e laboram empresas de grande dimensão, como a Bosch (em Braga) ou a Continental Mabor (Famalicão) é uma ideia antiga, que agora parece começar a ter pernas para andar.

Os autarcas dos quatro municípios vão reunir em breve para oficializarem a realização de um estudo de viabilidade económica dessa espécie de circular ferroviária, de modo a que, no mais breve espaço de tempo possível, seja apresentada candidatura aos fundos europeus.

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