Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
5

Mais de 700 pessoas sofreram picadas de peixe-aranha no Algarve

Foram assistidos 5268 banhistas nos Postos de Saúde de Praia na costa algarvia.
Carla Marques Cordeiro e Rui Pando Gomes 13 de Setembro de 2018 às 08:35
Praia
Praia
Praia
Praia
Praia
Praia
Praia
Praia
Praia
Com a época balnear a terminar, fazem-se as contas às ocorrências efetuadas entre junho e agosto, os meses em que se concentra maior quantidade de turistas nas praias algarvias. As picadas de peixe-aranha são uma das principais causas de assistência, com 782 casos registados.

Dos 31 Postos de Saúde de Praia assegurados pela Administração Regional de Saúde do Algarve e Cruz Vermelha Portuguesa, na região, foram efetuados um total de 5268 apoios aos banhistas.

O peixe-aranha é considerado venenoso e conhecido por aparecer a poucos centímetros de profundidade, normalmente na maré vazante, escondendo-se na areia e confundindo-se com esta, sendo pisado pelos banhistas. Tal como nos Postos de Saúde, também os nadadores- -salvadores trataram alguns turistas feridos com picadas da espécie.

Jéssica Rodrigues, nadadora-salvadora numa praia em Albufeira, foi uma das que teve de tratar casos deste género durante o verão. "As pessoas sentem uma grande dor na zona afetada, normalmente na palma do pé. Após o alerta dado ao nadador-salvador, o pé é colocado numa fonte de calor, como água quente, permitindo que o veneno desapareça", explicou ao CM.

Para além das picadas foram ainda assistidas 2869 pessoas para tratamentos e suturas, 899 para medir a pressão arterial, 285 para administrar injeções e 297 para a realizarem testes de Glicemia. Cerca de 72% dos assistidos nos postos foram turistas e 136 pacientes foram encaminhados para outras unidades de saúde do Algarve.

Armação de Pera e ilhas da Armona e Culatra foram os postos de praia onde se registou o maior número de situações.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)