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Correio da Manhã

Portugal

Médico vai às aldeias e combate a solidão em Bragança

Psicogeriatra reformado desloca-se às freguesias em dias estipulados.
Tânia Rei 6 de Agosto de 2018 às 08:47
Miranda de Oliveira, já reformado, atende os utentes nas instalações de 10 juntas de freguesia do concelho de Vinhais.
Médicos
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Miranda de Oliveira, já reformado, atende os utentes nas instalações de 10 juntas de freguesia do concelho de Vinhais.
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Miranda de Oliveira, já reformado, atende os utentes nas instalações de 10 juntas de freguesia do concelho de Vinhais.
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O médico está agora mais perto das populações de várias localidades de Vinhais. Em dias estipulados, os cidadãos deslocam-se a uma das dez juntas de freguesia do concelho onde o médico Miranda de Oliveira, natural de Rebordelo está disponível para os atender.

"É a primeira vez que eu venho. Precisava de uma receita e aproveitei. Fica mais perto, senão tinha que ir a Vinhais numa carreira. Às vezes, despacho- -me mesmo em cima da hora do transporte. E se tiver que ir a Bragança, já só consigo voltar para casa à noite", contou Maria Janete Fernandes, em Vale das Fontes. Marina Dias já é ‘cliente’ habitual. "Dá-me jeito e é uma coisa muito boa. Poupa- -nos em tudo. Se estivermos pior, vamos de táxi às Urgências de Mirandela", referiu.

Depois de vários anos no Brasil e 11 de reforma, o piscogeriatra Miranda de Oliveira aceitou o desafio, "por causa da dificuldade de aproximação aos centros de saúde e dos hospitais a pessoas normalmente idosas". "Não há transportes públicos adequados e, aqui no concelho, a relação entre tempo e distância é muito acentuada", indicou ao CM. Relembra, no entanto, que não substitui um médico de família. "O papel do psicogeriatra é cuidar e não curar", acrescentou.

O médico passa receitas, mede a tensão arterial, vai a casa dos cidadãos quando é preciso e, ao mesmo tempo, combate outra ‘doença’. "Não há pessoas novas para cuidarem de nós. E então aparece uma tal de solidão, uma companhia ruim e que pode trazer doenças do foro psicológico. Tento ajudar nesse aspeto. Agora, só falta haver também um terapeuta ocupacional", afirmou.
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