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Correio da Manhã

Portugal
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Minipacemaker chega ao Alentejo com sucesso

Cápsula cardíaca mede 2,5 centímetros e foi colocada numa doente de 70 anos.
Alexandre M. Silva 16 de Setembro de 2017 às 09:36
Médico Pedro Dionísio (ao centro) lidera a equipa de Pacing e Arritmologia do hospital de Évora
Médico Pedro Dionísio (ao centro) lidera a equipa de Pacing e Arritmologia do hospital de Évora FOTO: Direitos Reservados
A equipa de Cardiologia do Hospital do Espírito Santo de Évora implantou pela primeira vez a uma doente na região o pacemaker mais pequeno do Mundo. A intervenção foi efetuada, na 5ª feira, numa mulher de 70 anos com bloqueio do aurículo ventricular completo e insuficiência renal crónica, em hemodiálise.

Esta cápsula cardíaca, segundo informou o hospital, mede apenas 2,5 centímetros e é colocada no coração através de um cateter inserido na veia femoral. O minidispositivo não necessita de eletrocateter (sem fios) e é fixado às paredes do coração através de pequenos ganchos, fornecendo impulsos elétricos que estabelecem o ritmo cardíaco.

"O dispositivo, inserido diretamente no coração através de um procedimento percutâneo, assinala uma nova etapa no tratamento das arritmias cardíacas, visto que não necessita de uma incisão cirúrgica no tórax, o que reduz o risco de infeções e o tempo de recuperação dos doentes", refere Pedro Dionísio, cardiologista que lidera a equipa de Pacing e Arritmologia do hospital. De acordo com o médico, este equipamento é indicado especialmente em doentes sem os acessos venosos habituais, como era o caso da doente intervencionada.

Para os especialistas, o minipacemaker permite uma resposta aos níveis de atividade do doente, ajustando-se automaticamente ao seu ritmo. Tem ainda como vantagens o acesso aos meios de diagnóstico mais avançados, uma vez que é compatível com aparelhos de ressonância magnética. Apesar do seu reduzido tamanho, a bateria tem uma durabilidade média de 10 anos.
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