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Correio da Manhã

Portugal
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Ministro só contabiliza 250 mil euros em danos

João Pedro Matos Fernandes foi na quarta-feira a algumas das zonas da costa mais afetadas.
José Carlos Eusébio 15 de Março de 2018 às 08:34
Ministro tem apurados danos de 120 a 130 mil € na praia de Faro mas autarquia fala em estragos na ordem dos 400 mil
Ministro tem apurados danos de 120 a 130 mil € na praia de Faro mas autarquia fala em estragos na ordem dos 400 mil FOTO: Pedro Noel da Luz
Naquilo que diz respeito aos estragos públicos, o levantamento que tenho é de 250 mil euros, não estando incluídos os apoios de praia, para os quais não haverá apoios", disse ontem o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, no decurso de uma visita ao Algarve para avaliar os danos causados no litoral da região pelas recentes intempéries.

O ministro do Ambiente realçou que "os passadiços vão ser construídos, muito em breve, com o apoio das autarquias, pois do ponto de vista ambiental é importante que existam passadiços, porque são a certeza de que não há pisoteio das dunas". O governante acredita que "algumas destas pequenas intervenções já estarão feitas até à Páscoa".

Após se reunir com os autarcas da região, ao final da tarde de ontem, João Pedro Matos Fernandes admitiu que o valor dos estragos ainda possa aumentar um pouco mais, pelo que pediu às autarquias para fazerem chegar o levantamento total dos prejuízos ao Ministério do Ambiente até à próxima terça-feira, para serem depois avaliados.

No caso da praia de Faro, o valor dos danos apurados pela Agência Portuguesa do Ambiente ronda os 120 a 130 mil euros, mas o presidente da câmara, Rogério Bacalhau, aponta para estragos na ordem dos 400 mil euros. O ministro diz que ficará à espera que a autarquia envie o seu levantamento para que possa depois ser alvo de avaliação pelo Governo.

Ainda na praia de Faro, João Pedro Matos Fernandes destacou a necessidade de "realojar aproximadamente 100 primeiras habitações que estão em domínio público marítimo".

O governante revelou, entretanto, que o próprio mar está a repor areia e que vão ser alvo de alimentação artificial praias nas zonas da Fuseta e Alvor.
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