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Correio da Manhã

Portugal
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Moita alerta para aves e peixes mortos no rio

Habitantes denunciam mais mortes de animais. Primeiro caso detetado em julho.
Sofia Garcia 23 de Outubro de 2017 às 08:40
Uma das aves que sobreviveram à primeira vaga de mortes, em julho. É visível a presença de lixo na Caldeira da Moita
Uma das aves que sobreviveram à primeira vaga de mortes, em julho. É visível a presença de lixo na Caldeira da Moita FOTO: Rui Minderico
A população da Moita voltou a alertar para a morte de aves e peixes na confluência do rio com a Caldeira da Moita, precisamente o mesmo local onde em julho um grande número de animais morreu repentinamente.

Na altura, o Ministério da Agricultura garantiu ao Correio da Manhã que enviou amostras de aves para análise e, posteriormente, a autarquia da Moita apontou o botulismo como estando na origem das mortes.

Confrontada com a nova denúncia, a Câmara Municipal da Moita garantiu não ter conhecimento de mais casos e afiançou que tem analisado as águas do rio com frequência, sem resultados preocupantes.

"Os serviços têm vindo a acompanhar a situação, em contacto permanente com as entidades ambientais responsáveis, mantendo-se os resultados das análises realizadas à água da Caldeira da Moita sem qualquer indício de contaminação que ameace a vida das aves ou outros animais", garante fonte da autarquia.

Durante a primeira vaga de mortes de aves e peixes naquela Caldeira, a Quercus chegou a ponderar descargas ilegais de poluentes ou envenenamento como causas possíveis para explicar o fenómeno. "Há que perceber se foi uma descarga ilegal de alguma fábrica, se foi envenenamento", afirmou ao CM Paulo do Carmo, dirigente da associação ambientalista.

No entanto, semanas depois, os resultados das análises pedidas pela Câmara Municipal da Moita viriam a confirmar botulismo, uma intoxicação alimentar rara como a causa da mortandade de aves e peixes na Caldeira da Moita, junto ao largo da Feira.
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