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Correio da Manhã

Portugal
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Morreram 66 pessoas na EN125 em seis anos

A22 é a segunda estrada com mais vítimas mortais.
João Mira Godinho 14 de Junho de 2016 às 08:47
Nos últimos dois anos, o número de vítimas mortais em resultado de acidentes de viação voltou a aumentar no Algarve
Nos últimos dois anos, o número de vítimas mortais em resultado de acidentes de viação voltou a aumentar no Algarve FOTO: Miguel Veterano
Desde 2010 e até ao final do ano passado, morreram 66 pessoas na EN125, em resultado de acidentes de viação. A estrada é, de longe, a mais mortal da região, com a Via do Infante a ocupar a segunda posição, com 19 mortes, no mesmo período.

Desde o início da década houve 268 vítimas mortais em acidentes nas estradas algarvias, revelam os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o que significa que um quarto (24,6%) dos óbitos foi na EN125. Em termos de pontos negros da estrada nacional que liga todo o Algarve, o pior é na Guia, no concelho de Albufeira, onde nos últimos seis anos morreram nove pessoas. No entanto, no espaço de 20 km, no concelho de Loulé (até à entrada de Faro), no mesmo período, houve 14 mortes. Estes dados levaram recentemente o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, a classificar a EN125 como a "única ‘estrada da morte’ em Portugal", durante a assinatura do protocolo para a elaboração de um Plano Intermunicipal de Segurança Rodoviária no Algarve.

Juntando todas as estradas da região, com 56 vítimas, Loulé é o concelho onde mais pessoas morreram vítimas de acidentes de 2010 a 2015. Segue-se Silves, com 35, e Faro, com 34, segundo a ANSR. Por tipo de acidente, os despistes foram as situações que provocaram mais mortes (119), seguidos pelas colisões (96) e os atropelamentos (53).

Refira-se que depois de o número de vítimas mortais de acidentes de viação no Algarve descer entre 2010 (59) e 2013 (25), os óbitos voltaram a aumentar nos últimos dois anos (37, em 2014, e 41, em 2015).
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