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Correio da Manhã

Portugal
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Mosteiro de Tibães duplica visitas durante a última década

Quase 50 mil visitaram o monumento em Braga no ano passado, mais 26 mil do que há 10 anos.
Fátima Vilaça 10 de Setembro de 2017 às 09:03
Mosteiro de Tibães foi adquirido pelo Estado, em 1986
Mosteiro de Tibães foi adquirido pelo Estado, em 1986 FOTO: Sérgio Freitas
As visitas ao Mosteiro de S. Martinho de Tibães, em Braga, mais do que duplicaram na última década. Só em 2016, cerca de 50 mil pessoas entraram no monumento classificado como imóvel de interesse público - um aumento de 120 por cento em 10 anos. Segundo a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), até ao final do mês de agosto, a igreja e a cerca do mosteiro foram visitadas perto de 38 mil vezes.

Os dados revelados esta semana pela DRCN mostram o crescente interesse por este mosteiro que, durante décadas, esteve ao abandono. O aumento mais significativo ocorreu em 2015, com um registo de 47 826 entradas no monumento - mais 7828 do que no ano anterior, registara 39 998 visitas. Nos 10 anos que a DRCN comparou, o número de visitas passou de pouco mais de 22 mil, em 2007, para 48 885, no ano passado.

Construído entre os séculos XVII e XIX, o mosteiro, constituído pela igreja, pelas alas conventuais e pelo espaço exterior (cerca), foi abandonado em meados do século XIX, após a extinção das ordens religiosas. Os bens foram inventariados e colocados à venda. Em 1986, perante a degradação do edifício, o Estado acabou por adquiri-lo, iniciando a sua recuperação.

A igreja do mosteiro mantém os usos associados à paróquia de Mire de Tibães, mas tem duas novas valências: uma cultural, associada ao conceito internacional de museu, monumento e jardim histórico e a de acolhimento. Parte do mosteiro foi transformada em hospedaria e tem até um restaurante, ambos entregues, há mais de uma década, a uma comunidade religiosa da Família Missionária Donum Dei.
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