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Correio da Manhã

Portugal

Mulher desalojada após derrocada de muro em Vila Nova de Gaia

Autarquia tem em curso procedimento para executar uma obra.
Patrícia Lima Leitão 18 de Outubro de 2019 às 09:10
Derrocada originada pelo mau tempo e pelo avançado estado de deterioração do muro
Maria do Céu garante que tentou durante três anos conseguir ajudas da autarquia
Derrocada originada pelo mau tempo e pelo avançado estado de deterioração do muro
Maria do Céu garante que tentou durante três anos conseguir ajudas da autarquia
Derrocada originada pelo mau tempo e pelo avançado estado de deterioração do muro
Maria do Céu garante que tentou durante três anos conseguir ajudas da autarquia
"Ouvi um estrondo que me parecia um terramoto. Fiquei imediatamente sem eletricidade. Pensei logo que podia ser o desabamento do muro, há muito que dava sinais de que ia cair". As palavras são de Maria do Céu, de 68 anos, que ficou desalojada na noite de quarta-feira, após a derrocada de um muro e do piso do átrio, na Rampa da Senhora da Saúde, em Pedroso, Vila Nova de Gaia. Na origem estiveram a chuva intensa que se fez sentir e a deterioração da estrutura.

Maria do Céu garante que há três anos que tem encetado esforços para conseguir ajudas por parte da autarquia. "Sobrevivo com 300 euros mensais de reforma, não consigo suportar os custos, apesar de saber há muito que esta situação viria a acontecer", afirmou. O objetivo seria obter uma comparticipação na reconstrução da estrutura.

Contactada pela CM, fonte da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia explicou que, depois de uma vistoria ao local, notificou os proprietários para realização de obras de conservação, já que se trata de um terreno privado. "Não deram cumprimento à ordem administrativa que lhes foi emitida, motivo pelo qual foi instaurado um procedimento contraordenacional", sublinhou a mesma fonte. Ainda assim, e "tendo a conta a falta de condições de segurança do muro", decorre na Câmara Municipal "um procedimento para execução da obra" e a autarquia vai "substituir-se às obrigações dos proprietários em causa".

A área envolvente à casa foi vedada pela Proteção Civil. A moradora pernoitou na casa de um neto após ser impedida de entrar em casa por não estar garantida a sua segurança.
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