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Correio da Manhã

Portugal
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Município de Lisboa sem meios para limpar o lixo da cidade

Risco para a saúde pública na maior cidade do País.
Beatriz Garcia e Edgar Nascimento 8 de Setembro de 2018 às 09:00
Em Benfica vivem 36 mil pessoas. O lixo é uma praga por resolver
Em S. Domingos de Benfica também há problemas junto aos ecopontos
Dejetos de animais sujam jardins, com relva ressequida, como este na Av. Duque de Ávila
Em Benfica vivem 36 mil pessoas. O lixo é uma praga por resolver
Em S. Domingos de Benfica também há problemas junto aos ecopontos
Dejetos de animais sujam jardins, com relva ressequida, como este na Av. Duque de Ávila
Em Benfica vivem 36 mil pessoas. O lixo é uma praga por resolver
Em S. Domingos de Benfica também há problemas junto aos ecopontos
Dejetos de animais sujam jardins, com relva ressequida, como este na Av. Duque de Ávila
Quem mora e trabalha em Lisboa tem convivido nos últimos meses com o excesso de lixo nas ruas. Bairros históricos, zonas turísticas e locais de diversão, nada escapa ao acumular de dejetos na via pública.

O Bairro Alto é uma das zonas mais sujas da capital: caixas de pizza, copos deixados nos rodapés das portas, são uma das ‘imagens’ deixadas quase todas as noites pelos frequentadores do bairro. Os moradores culpam o aumento do turismo, a ausência de meios de limpeza e a falta de civismo da população.

O presidente da Associação de Moradores da Misericórdia (onde se localiza o Bairro Alto e o Cais do Sodré), Luís Paisana, diz à Lusa que o turismo não tem permitido "aos serviços de limpeza encararem esta realidade de 32 toneladas [de lixo] por dia". O lixo no chão além de ser um risco para a saúde pública, "atrai ratos, baratas e pombos".

A presidente da junta, Carla Madeira, reconhece o problema e diz que tem notado a diminuição no número de recolhas (uma responsabilidade do município) em algumas zonas da freguesia. Já quanto à varredura e lavagem das ruas, competência das juntas, justifica com a falta de recursos humanos.

Também na Estrela o acumular de lixo está a indignar quem lá vive e paga impostos. Em junho, foram feitas 253 queixas relativas ao lixo. Em julho, foram 171. "As reclamações incidem sobretudo no lixo depositado junto aos ecopontos, nas esquinas, em becos e junto a árvores", explica o presidente da junta, Luís Newton.

Noutras zonas da cidade, como São Domingos de Benfica e Benfica, os monos incluem sofás, madeiras e cadeiras de escritório.
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