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Correio da Manhã

Portugal
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Nordeste Transmontano exige novas ferrovias

Comunidade Intermunicipal pretende recuperar linhas férreas do Sabor e do Tua.
Ana Isabel Fonseca 29 de Agosto de 2018 às 08:42
Antiga Estação Ferroviária de Bragança foi transformada numa central de camionagem, com esplanada incluída
Linha de comboio
Linha de comboio
Antiga Estação Ferroviária de Bragança foi transformada numa central de camionagem, com esplanada incluída
Linha de comboio
Linha de comboio
Antiga Estação Ferroviária de Bragança foi transformada numa central de camionagem, com esplanada incluída
Linha de comboio
Linha de comboio
O Nordeste Transmontano está praticamente sem transportes ferroviários. As linhas férreas do Sabor e do Tua, que atravessam o distrito de Bragança, estão ao abandono e a Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes exige que estas duas ferrovias sejam recuperadas para fins turísticos e comerciais – intenção que foi já transmitida à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

"Nesta recuperação há um duplo conceito: transformar os antigos canais ferroviários em ciclovias ou linhas ferroviárias viradas para o turismo, o que ao mesmo tempo é uma forma de revitalizar estes equipamentos e criar uma nova oferta turística", explicou Artur Nunes, presidente da Comunidade Intermunicipal.

Os percursos do Sabor e do Tua estão num elevado estado de degradação. As estações estão em ruínas, os carris estão levantados, o material de apoio foi destruído e os azulejos foram arrancados. Apenas algumas estações, como são os casos de Bragança e Mirandela, foram nos últimos anos recuperadas.

O presidente da Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes acredita que a recuperação das linhas do Sabor e do Tua pode trazer outra "pujança" económica ao distrito de Bragança.

Diversas entidades de cooperação transfronteiriça reclamaram já uma ligação ferroviária que ligue Zamora, Espanha, ao Porto de Leixões, para potenciar a indústria do turismo e o transporte de mercadorias.

"Não é preciso um comboio de alta velocidade, mas uma ferrovia que aproxime territórios, populações de aldeias, vilas e cidades", vincou Artur Nunes, considerando que tem existido um desinvestimento por parte do Governo e que espera que a nova ferrovia conste do plano nacional.
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