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Correio da Manhã

Portugal
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Obra no bairro do Aleixo no Porto só após o verão de 2020

Desmantelamento vai custar 700 mil euros e deverá ficar concluído até novembro.
Manuel Jorge Bento e Nelson Rodrigues 11 de Maio de 2019 às 10:24
Camiões já em frente à Torre 1, para o desmantelamento
Colocadas grades de proteção junto aos edifícios
Local está agora ao abandono
Camiões já em frente à Torre 1, para o desmantelamento
Colocadas grades de proteção junto aos edifícios
Local está agora ao abandono
Camiões já em frente à Torre 1, para o desmantelamento
Colocadas grades de proteção junto aos edifícios
Local está agora ao abandono
A operação de desmantelamento do bairro do Aleixo, no Porto, iniciou-se na quarta-feira, custará 700 mil euros e deverá prolongar-se por seis meses, ou seja, até novembro.

O que resta do conjunto habitacional, no entanto, só ficará nas mãos do fundo imobiliário Invesurb "após estarem concluídas todas as construções de habitação social contratualizadas com a câmara", afirmou Manuel Monteiro de Andrade, administrador da Fundbox, que gere o fundo do Aleixo. Ou seja, só daqui a mais de um ano, ainda que não haja previsão real.

O fundo imobiliário tem em curso uma empreitada de 29 habitações, na travessa de Salgueiros - que ficará concluída "entre o último trimestre deste ano e o primeiro do próximo", adianta ao CM o administrador. Quanto ao projeto de 36 fogos nas Eirinhas, o licenciamento já está concluído, "a obra vai ser lançada em breve e deverá demorar cerca de um ano".

Faltará o último conjunto habitacional - o bairro do Leal -, para onde estão previstas 66 habitações. Neste caso, o projeto está a ser trabalhado, mas "a Câmara do Porto ainda não disponibilizou o local, pelo que a intervenção de reabilitação e construção ainda não tem datas definidas".

Ao que o CM apurou, a reurbanização dos terrenos do Aleixo prevê a construção de sete blocos de habitação de luxo, com quatro a cinco pisos, bem como um outro edifício comercial.

Os projetos só poderão ser lançados daqui a mais de um ano. Entretanto, já há máquinas e operários a desmontar todas as estruturas das três torres. O bairro parece agora um local fantasma. Todas as famílias foram realojadas noutros bairros.
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