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Correio da Manhã

Portugal
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Pedido de 3,5 milhões leva PS a falar em falência em Amarante

Socialistas apontam fraca liquidez e adiantamentos para suportar avenças e subsídios.
José Eduardo Cação 20 de Fevereiro de 2019 às 09:00
José Luís Gaspar, presidente da Câmara de Amarante, indica que para fazer obra, precisa de comprometer a dívida
Cidade tem vários projetos na calha
José Luís Gaspar, presidente da Câmara de Amarante, indica que para fazer obra, precisa de comprometer a dívida
Cidade tem vários projetos na calha
José Luís Gaspar, presidente da Câmara de Amarante, indica que para fazer obra, precisa de comprometer a dívida
Cidade tem vários projetos na calha
Está aberta a guerra entre o PS e o executivo PSD/CDS da Câmara de Amarante. Em causa, um empréstimo de 1,5 milhões de euros contraído pela autarquia e o adiantamento de dois milhões relativo ao Fundo de Equilíbrio Financeiro.

Os socialistas falam em fraca liquidez e na necessidade de cobrir despesas correntes relacionadas com avenças e subsídios.

José Luís Gaspar, presidente da autarquia, diz que essa interpretação é uma "maldade política" ou "brincadeira de mau gosto" e garante que o dinheiro se destina a 30 projetos e investimentos que estão em curso.

"Os dois pontos aprovados na última reunião camarária levam-nos a questionar a capacidade financeira da autarquia. O empréstimo não foi feito para investir, mas sim para pagar despesas correntes", disse ao CM Hugo Carvalho, presidente da Comissão Política Concelhia do PS.

O partido refere gastos excessivos que deixam de fora os investimentos necessários. "Quando a autarquia opta por este tipo de despesas, fica sem dinheiro para executar projetos que prometeu durante a campanha, como o parque florestal e o pavilhão multiusos".

Em reação, a câmara fala em gestão de tesouraria e procedimento excecional.

"São disparates do PS e de mau tom. Não estamos em falência. Há quatro milhões de euros disponíveis. O dinheiro tem a ver com candidaturas a ser executadas e temos que pagar o trabalho dos arquitetos [como, por exemplo, no projeto de recuperação do cineteatro, de cinco milhões de euros]. Temos que registar e comprometer a dívida e despesas com esses equipamentos na hora, e isso leva a constrangimentos", afirmou ao CM José Luís Gaspar.
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