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Correio da Manhã

Portugal
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Pescadores em protesto fecham o porto de pesca de Matosinhos

Quota de pesca da sardinha é considerada “curta” pelos mestres e pelas tripulações.
Ágata Rodrigues 14 de Junho de 2018 às 07:58
Pescadores protestam em Matosinhos
Pescadores protestam em Matosinhos
Pescadores protestam em Matosinhos
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Pescadores protestam em Matosinhos
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Pescadores protestam em Matosinhos
Pescadores protestam em Matosinhos
Pescadores protestam em Matosinhos
Pescadores protestam em Matosinhos
Pescadores protestam em Matosinhos
Cerca de 500 pescadores encerraram, ontem de madrugada, a Docapesca e o acesso à lota de Matosinhos como forma de protesto. Exigem ao Governo melhores condições de trabalho e soluções para a quota de pesca - que garantem ser "demasiado curta".

"A g ota de água foi a multa que a GNR passou a um colega numa fiscalização dentro da Docapesca, apenas porque levava um balde de sardinhas para consumo próprio", disse José Castro, mestre de embarcação, garantindo que há "fiscalização excessiva".

Os pescadores mantiveram as portas da Docapesca encerradas até cerca das 09h30. As associações de pesca reuniram-se para organizar propostas com o propósito de levar a discussão, numa futura reunião, que pretendem agendar com o secretário de Estado das Pescas.

"A pesca do cerco está a passar uma fase complicada. Os apoios são escassos e mais de metade das pessoas que estão neste protesto já nem têm direito ao fundo de desemprego porque não conseguem trabalhar mais de seis meses seguidos para terem direito a isso. É preciso rever a quota da sardinha e encontrar soluções mais favoráveis para quem vive disto. É impossível, com este panorama, que os jovens queiram seguir esta profissão", sublinhou Jerónimo Viana, armador e dirigente da Associação Apropeixe.

Assegura que, nas últimas semanas, os pescadores têm-se "demonstrado muito descontentes". E vai mais longe: "Há quem denuncie também a venda de peixe por armadores espanhóis, na lota de Matosinhos, antes do horário permitido para a venda do pescado português", acrescenta.
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