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Correio da Manhã

Portugal
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Pó da Siderurgia sem perigo para a saúde em Paio Pires

Dimensão dos fragmentos recolhidos afasta risco de inalação involuntária.
Miguel Balança 12 de Maio de 2019 às 09:54
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Pó da Siderurgia sem perigo para a saúde em Paio Pires
Um estudo do Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico concluiu que os fragmentos não inaláveis depositados nas varandas e viaturas da Aldeia de Paio Pires, no Seixal, indiciam uma ligação entre o Parque Industrial da Siderurgia Nacional e os episódios de aumento dos níveis de partículas no ar, pese embora - pela sua dimensão - não apresentem perigosidade para a saúde.

"As partículas analisadas têm uma dimensão muito elevada e, portanto, não penetram muito profundamente no aparelho respiratório, pelo que não apresentam perigosidade ou risco para a saúde", explicou Marta Almeida, investigadora responsável pelo trabalho, apresentado este sábado.

Considerada a granulometria das partículas amostradas, é previsível que a sua fonte emissora se encontre próxima da Aldeia de Paio Pires, pelo que "não podem ter origem no Norte de África", uma das hipóteses aventadas.

A análise da composição química dos fragmentos, que constata elevada concentração de ferro ou alumínio, confirma depois que estes se aproximam do perfil de amostras recolhidas em zonas industriais siderúrgicas.

Mas as conclusões - que excluem da análise partículas de menor dimensão, não visíveis - "não descansam" o Município.

"Enquanto existirem partículas no ar, que sejam perturbadoras do bem estar das pessoas, vamos intervir e exigir novas medidas", antecipa Joaquim Tavares, vereador do Ambiente.

Uma nova investigação epidemiológica, da responsabilidade da Escola Nacional de Saúde Pública, em parceria com o Instituto Ricardo Jorge, deverá ser apresentada em junho.
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