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Correio da Manhã

Portugal
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Polícia Municipal reforça “meios escassos” da PSP do Porto

Protocolo estabelece sinergias entre as duas entidades para garantir maior segurança na Invicta.
Manuel Jorge Bento 21 de Dezembro de 2018 às 10:09
Luís Farinha, diretor nacional da PSP, e Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto
Rui Moreira
Luís Farinha, diretor nacional da PSP, e Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto
Rui Moreira
Luís Farinha, diretor nacional da PSP, e Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto
Rui Moreira
A Polícia Municipal é sempre uma reserva da PSP e essa reserva estratégica é absolutamente fundamental", considerou ontem Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, na assinatura de um protocolo entre as duas instituições, que estabelece uma maior cooperação na segurança da cidade.

Já o diretor nacional da PSP, o superintendente Luís Farinha, indicou que o contrato "vai consolidar sinergias" na "melhor utilização de meios e intercâmbio de informação", além da "gestão mais racional dos meios, que são sempre escassos".

O acordo estabelece ações coordenadas de sensibilização e prevenção, reuniões periódicas de planeamento, acesso a sistemas de videovigilância e gestão da cidade, e criação de canais técnicos e pontos de contacto.

"Ao tomarmos estas medidas estamos a garantir ao cidadão comum que o Estado continua a funcionar, não está ausente, e é capaz de desempenhar as tarefas que devem ser suas e que não podem ser desempenhadas por grupos de vigilantes ou pessoas que entendem que a liberdade é uma coisa que está a passar por aqui", sublinhou Rui Moreira. O autarca critica o "discurso altamente populista" sobre a alegada falta de segurança no País.

Isabel Oneto, secretária de Estado da Administração Interna, indicou que o acordo é "um sinal de como as matérias relativas à segurança e ordem pública devem ser alvo de profunda cooperação entre a administração central e as câmaras municipais, que são parceiros fundamentais na manutenção e na garantia da segurança dos cidadãos".

Acrescentou que o protocolo "estabelece que é possível que, em caso de necessidade, o diretor nacional da PSP possa solicitar ao presidente da câmara a requisição de efetivos da Polícia Municipal".
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