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Correio da Manhã

Portugal
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População acusa aldeia vizinha de roubar território na Sertã

‘Guerra de terras’ terá sido provocada na elaboração da Carta Administrativa em 2001.
Alexandre Salgueiro 29 de Janeiro de 2019 às 08:56
Habitantes de Carvalhal estão furiosos com a disputa de terras e não querem pertencer à vizinha aldeia de Castelo
Habitantes de Carvalhal estão furiosos com a disputa de terras e não querem pertencer à vizinha aldeia de Castelo
Habitantes de Carvalhal estão furiosos com a disputa de terras e não querem pertencer à vizinha aldeia de Castelo
Habitantes de Carvalhal estão furiosos com a disputa de terras e não querem pertencer à vizinha aldeia de Castelo
Habitantes de Carvalhal estão furiosos com a disputa de terras e não querem pertencer à vizinha aldeia de Castelo
Habitantes de Carvalhal estão furiosos com a disputa de terras e não querem pertencer à vizinha aldeia de Castelo
A população de Carvalhal, no concelho da Sertã, está revoltada com o que considera ser uma tentativa de anexação do seu território por parte da vizinha aldeia de Castelo.

Em causa está um diferendo com mais de 20 anos sobre a posse da localidade de Lameira, uma faixa com 104 hectares entre as duas freguesias onde moram 50 pessoas que se consideram carvalhalenses há várias gerações e se recusam a integrar a povoação vizinha.

"Muitos de nós moram aqui há mais de 50 anos, em casas que já eram dos bisavós. Sempre pertencemos ao Carvalhal. Fomos aqui batizados e temos aqui enterrados os nossos antepassados. Não queremos ser do Castelo", diz Vítor Fernandes, de 65 anos.

O diferendo terá tido origem num "lapso na elaboração da Carta Administrativa Oficial de Portugal em 2001 que atribuiu a zona da Lameira à Freguesia de Castelo que, de então para cá, se recusa a retificar esse erro", diz Joaquim Santos, presidente da Junta do Carvalhal que, em setembro do ano passado, avançou com uma ação judicial no Tribunal Administrativo para definir a situação.

Nas últimas semanas, porém, a contestação subiu de tom entre os habitantes após a colocação de placas toponímicas na localidade sem o seu conhecimento. No domingo seis dezenas de moradores juntaram-se e arrancaram a sinalética em sinal de protesto.

"As placas foram colocadas pela câmara municipal, mas os nomes das ruas foram escolhidos pela Junta do Castelo", diz Joaquim Santos. José Nunes, presidente da Câmara da Sertã, diz que "a autarquia não vai tomar posição sobre o diferendo e vai aguardar a decisão do tribunal".
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