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Correio da Manhã

Portugal
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Povoações sem água canalizada em aldeias de Lamego

Moradora de Sampaio proibida pelo médico de família de tomar banho com água de ribeiro.
Patrícia Moura Pinto 28 de Janeiro de 2019 às 08:45
Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada
Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada
Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada
Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada
Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada
Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada
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Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada
Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada
Aldeia de Penajóia, em Lamego, não tem água canalizada

Em pleno século XXI, a localidade de Sampaio, na freguesia de Penajoia, Lamego, não tem ainda abastecimento de água potável canalizada. Depois de promessas ‘levadas pelo vento’ durante anos e anos, a situação gera cada vez mais revolta entre os moradores. O município admite a "triste realidade" e espera apresentar uma solução a breve prazo.

"A água que corre nas nossas torneiras vem de um ribeiro e fica acumulada num pequeno depósito situado no cimo da aldeia. Daí, vem através de tubos, por gravidade, até às nossas casas. Mas o cheiro com que chega e a cor são insuportáveis", indicou Ana Aires, residente em Sampaio.

"Tive um problema oncológico há quase um ano, fiquei sem um peito e depois apanhei uma infeção. O meu médico de família escreveu uma carta, que eu entreguei na Junta de Penajóia, onde está mencionado que eu não podia tomar banho com esta água nem mesmo lavar a própria roupa", referiu.

Há vários anos que esta população ouve promessas de que a infraestrutura para o abastecimento domiciliário de água será construída, mas o tempo passa e a realidade mantém-se. "Vivo nesta localidade há 25 anos e a água sempre foi um problema. Nos depósitos improvisados até salamandras lá vão parar", diz Ana Silva, outra moradora.

Confrontado com a situação, o presidente da Câmara de Lamego, Ângelo Moura, reconhece a "triste realidade". "A freguesia da Penajóia, com exceção de uma ou outra localidade, não tem abastecimento domiciliário de água. É uma situação que pretendemos, em breve, solucionar definitivamente, uma vez que esta lacuna não garante a proteção da saúde pública".

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