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Correio da Manhã

Portugal
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Prédio do Estado em Guimarães está sem qualquer elevador

Menina deficiente, a residir no 9º andar, impedida de sair de casa e de ir às consultas.
Fátima Vilaça 18 de Junho de 2019 às 09:00
Moradores com mobilidade reduzida forçados a subir escadas
Dois elevadores do edifício estão avariados
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José, de 72 anos, Beatriz, com 12, e Fernando, de 78, têm problemas de saúde distintos, mas lutam, desde sexta-feira, pelo mesmo objetivo: conseguir que o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) mande reparar a avaria que parou o único elevador que ainda funcionava, no bloco habitacional onde residem, no Bairro da Conceição, em Guimarães. Os 250 moradores dizem-se "prisioneiros em casa".

Até ao fim do dia desta segunda-feira, o IHRU não esclareceu quando resolverá a situação.

"Já tive de adiar uma consulta da Beatriz e temo que não vou poder levá-la à fisioterapia na quarta-feira [amanhã], porque ela usa uma cadeira de rodas e, como moramos no 9º andar, não tenho forma de a tirar de casa", lamentou Ellen Vaz, mãe de Beatriz, de apenas 12 anos e que, devido a um problema de nascença, tem uma incapacidade de 98%.

A menina não anda e não fala e, nos últimos dias, encontra-se também impedida de sair à rua.

José Mota sublinha a gravidade de toda a situação de Ellen, e acrescenta os transtornos que o caso lhe provoca na família.

"Com a menina deficiente, [a Ellen] não pode sequer descer à rua. Mas eu, que tenho também uma deficiência e uso uma bengala, e a minha mulher, com problemas mentais e a pesar 98 quilos, também estamos presos como pássaros numa gaiola", atirou, revoltado.

"Já liguei vezes sem conta para a empresa e para o IHRU. Falo com eles, acerto tudo, mas não aparecem", atira, desesperado.

Carlos Oliveira, da Associação de Moradores da Conceição, lamenta a falta de apoio da empresa tutelada pelo Estado: "A população do bairro é idosa. Deviam respeitar isso."
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