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Correio da Manhã

Portugal
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Presidente da Câmara de Gaia pede auditoria às contas do Município

Em causa estão as contas das empresas Águas de Gaia e Gaiurb.
1 de Fevereiro de 2018 às 19:39
Eduardo Vítor Rodrigues
Eduardo Vítor Rodrigues
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Eduardo Vítor Rodrigues
Eduardo Vítor Rodrigues
O presidente da câmara de Vila Nova de Gaia vai pedir uma auditoria às contas das empresas municipais, seguindo-se operação igual às contas da própria autarquia, revelou esta quinta-feira Eduardo Vítor Rodrigues, descrevendo a decisão como "um ato de gestão".

Em declarações à agência Lusa, a propósito de um dos pontos da agenda de trabalhos da reunião de Câmara da próxima segunda-feira, o autarca justificou que pretende "marcar com uma avaliação externa o que foi o desempenho do último mandato".

Em causa estão as contas das empresas Águas de Gaia e Gaiurb, mas a proposta que vai a discussão não esquece que nos últimos quatro anos o município viveu o encerramento da Gaianima e consequente internalização na Câmara dos ativos e funcionários.

Eduardo Vítor Rodrigues avançou que seguir-se-á uma auditoria à própria Câmara Municipal para depois ser feita uma conta consolidada.

"Chegamos ao final de um ciclo de quatro anos que foi coroado com a passagem das contas do Município ao 'verde'. Foi um esforço conjunto do Município e das empresas municipais, pelo que julgo que é preciso fazer uma retrospetiva. As pessoas têm uma má imagem da auditoria porque acham que é para investigar só. Não é. É para perceber a evolução", disse o autarca.

Questionado sobre valores gerais da dívida de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues afirmou que em 2013 esta era de 299 milhões de euros e que a 31 de dezembro de 2017 situava-se nos 160 milhões, logo abaixo do limiar de endividamento que a lei prevê.

Na próxima segunda-feira a vereação de Gaia também vai discutir a integração de mais de uma centena de funcionários: 65 ao abrigo do processo de regularização de precários e 40 por concurso.

"É a primeira vez que tenho a possibilidade de abrir concurso para a contratação de pessoal. É verdade que em 2016 abri um, ao abrigo de uma exceção prevista no Orçamento do Estado. Mas foi uma exceção. Agora posso porque temos as contas no 'verde'", disse o autarca.

As áreas de recrutamento são educação, ação social, Polícia Municipal e de técnicos para ambiente e setor jurídico.

O presidente da câmara de Gaia contou que "a estrutura municipal está relativamente envelhecida", sendo que ao mesmo tempo sente que "é obrigação do Município melhorar o desempenho que tem tido agora que pode recrutar".

O processo de integração de funcionários levará quatro anos.

Quanto aos precários, foram identificadas 120 situações de pessoas que de acordo com a lei estão em situação de admissibilidade.

"Vamos começar por 65 porque temos de contabilizar não só a vontade de integrar as pessoas, mas também o facto de isso ter um impacto remuneratório nas despesas da câmara e logo temos de ter aqui um equilíbrio entre o que queremos e o que podemos", descreveu o autarca.

Esses 65 serão escolhidos no âmbito de um concurso público com base em avaliação curricular, avaliação de mérito e entrevista.

Também os Sapadores de Bombeiros de Vila Nova de Gaia terão mais pessoas, uma vez que na reunião de câmara será discutida a proposta de alargamento do atual concurso de recruta de 20 para 30 lugares.

"Os bombeiros são o exemplo de uma estrutura municipal altamente envelhecida porque há cerca de 17 anos não tem uma recruta por a câmara ter estado impedida de fazer contratação", concluiu o autarca.
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