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Correio da Manhã

Portugal

Protestos na Câmara de Setúbal por causa das dragagens no Sado

Cidadãos impedidos de entrar em reunião de câmara: polícia de choque foi chamada.
Bernardo Esteves e Sofia Garcia 12 de Dezembro de 2019 às 08:39
Protesto na Câmara de Setúbal acabou por motivar a intervenção policial
Dragagens no Sado
Dragagens no Sado
Protesto na Câmara de Setúbal acabou por motivar a intervenção policial
Dragagens no Sado
Dragagens no Sado
Protesto na Câmara de Setúbal acabou por motivar a intervenção policial
Dragagens no Sado
Dragagens no Sado
Dezenas de pessoas protestaram esta quarta-feira no interior da Câmara de Setúbal, depois de terem sido impedidas de participar na sessão pública da reunião do executivo onde foram discutidas as dragagens no Sado.

As brigadas de intervenção rápida da PSP foram chamadas e as pessoas obrigadas a abandonar o edifício.

Muitas das pessoas que tentaram entrar participavam num protesto contra as dragagens, promovido pelo movimento SOS Sado, no exterior da câmara. Garantem que não puderam entrar porque os lugares estavam ocupados por funcionários da autarquia. 

"Não é normal não haver espaço para a intervenção dos cidadãos e para poderem perguntar à Câmara de que lado está no tema das dragagens", afirmou ao CM David Nascimento, do SOS Sado. Fonte do gabinete da presidência da autarquia disse ao CM que "a reunião decorreu nos moldes habituais, com a presença de técnicos municipais, por solicitação do executivo, para esclarecer assuntos caso fosse necessário". Segundo a fonte, "a lotação estava esgotada, com gente de pé, e entendeu-se que não seria viável permitir a entrada de mais pessoas".

A autarquia garante que "houve duas intervenções sobre dragagens que foram respondidas pelo vice-presidente Manuel Pisco", que dirigiu a reunião. A presidente Maria das Dores Meira faltou. O Governo chegou a anunciar, através do Ministério das Infraestruturas, que as dragagens arrancariam esta quarta-feira, mas manteve-se em vigor a intimação do Tribunal de Almada de suspensão da obra.

O tribunal deve decidir esta quinta-feira se decreta provisoriamente a providência cautelar do SOS Sado.
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