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Correio da Manhã

Portugal
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Refúgios na ria Formosa para cavalos-marinhos

Duas zonas vão ficar interditas a qualquer atividade humana, para proteção da espécie.
José Carlos Eusébio 11 de Maio de 2019 às 10:23
Apanha ilegal tem contribuído para a redução da população da espécie na ria
Ria Formosa
Operação da Polícia Marítima na Ria Formosa
Apanha ilegal tem contribuído para a redução da população da espécie na ria
Ria Formosa
Operação da Polícia Marítima na Ria Formosa
Apanha ilegal tem contribuído para a redução da população da espécie na ria
Ria Formosa
Operação da Polícia Marítima na Ria Formosa
Duas áreas de refúgio para cavalos-marinhos vão ser criadas na ria Formosa. No passado, a ria chegou a ter a maior densidade da espécie no Mundo, mas a população caiu a pique nos tempos mais recentes, sobretudo devido à apanha ilegal.

Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta (ICNF), as zonas de refúgio "ficarão interditas a qualquer atividade humana, exceto para fins de fiscalização e investigação", com vista a proteção da espécie e do seu habitat.

Um estudo efetuado em 2001 mostrou que a ria Formosa era a zona de maior densidade de cavalos-marinhos de todo o Mundo. Tal como o CM já noticiou, estimava-se que a espécie rondava os dois milhões de exemplares naquela ria.

Mas a situação mudou radicalmente nos anos mais recentes. O ICNF realça que os estudos atuais revelam que a população sofreu "um decréscimo de 90% na última década".

Os fatores que parecem estar na origem deste declínio são "a apanha ilegal de cavalos-marinhos para o mercado asiático [são muito usados na medicina tradicional chinesa], a pesca acidental e a perturbação do habitat", de acordo com o ICNF. Investigadores já haviam alertado que, se nada fosse feito, existia mesmo o risco do desaparecimento desta espécie emblemática da ria Formosa.

Ao longo dos últimos anos, a Autoridade Marítima tem vindo a intensificar as operações de combate à apanha ilegal, tendo sido efetuadas várias apreensões. No entanto, apesar das multas avultadas a que estão sujeitos os infratores, não foi possível pôr fim à atividade ilegal desenvolvida na ria.
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